Lula pede crédito para América Latina e fim de embargo a Cuba

Por Guido Nejamkis PORT OF SPAIN (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que o continente americano fracassará em suas tentativas de integração enquanto Cuba continuar bloqueada e insistiu no diálogo direto entre Estados Unidos e a ilha para por fim ao embargo comercial.

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O mandatário, que com sua liderança de esquerda moderada que projetou mundialmente a imagem do Brasil como um estimulador de consensos, indicou ainda que a América Latina está sofrendo com a crise internacional, que afeta as exportações da região e restringe a chegada de crédito, investimentos e remessas.

Para enfrentar essa delicada situação, que ameaça os avanços obtidos pela América Latina nos últimos anos para combater a pobreza e a exclusão, Lula pediu para "aumentar os recursos do FMI e do Banco Mundial para ajudar, incondicionalmente, os países pobres e em desenvolvimento".

O mesmo pedido foi feito por outros representantes durante a cúpula realizada em Port of Spain.

Ao falar diante de 33 presidentes americanos na capital de Trinidad e Tobago, Lula também pediu a restauração do financiamento para as economias em desenvolvimento e ressaltou a importância de aumentar o capital do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o maior financiador da América Latina.

"ESFORÇO INCOMPLETO"

Ao se referir a Cuba, Lula disse que os esforços dos países americanos para se integrarem "será sempre incompleto enquanto persista em nossa reuniões a anômala exclusão de um dos países do continente".

A ilha de governo comunista não participa da OEA nem dos fóruns que ela organiza devido a sua exclusão do sistema interamericano há quase meio século, quando os Estados Unidos lhe impuseram um embargo que o presidente Barack Obama afrouxou recentemente.

"As medidas tomadas até agora pelo presidente Obama vão em boa direção, mas são insuficientes. É importante que sejam ampliadas e venham sem precondições", agregou o mandatário brasileiro.

"O diálogo direto entre os dois governos pode abrir o caminho para superar esta situação com a qual as Américas não querem conviver jamais ", disse Lula.

O fim do embargo norte-americano a Cuba foi exigido de forma unânime pelos mandatários latino-americanos na 5a Cúpula das Américas.

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