Lula pede avaliação para ajuda ao Haiti

Rio de Janeiro, 13 jan (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu uma avaliação das necessidades mais urgentes após o forte terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu na terça-feira o Haiti, para determinar a ajuda humanitária que será enviada, informaram fontes oficiais.

EFE |

"O presidente Lula manifestou sua profunda preocupação com a situação dos brasileiros e do povo haitiano. Instruiu para que sejam avaliadas as necessidades para que o Brasil possa apoiar o esforço de ajuda humanitária ao Haiti", afirma um comunicado divulgado na terça-feira pelo Ministério das Relações Exteriores.

O tipo e o volume da ajuda serão determinados em reunião que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, terá hoje com representantes do país no Haiti.

"Há informações de que algumas instalações militares da ONU sofreram danos. Estão sendo recolhidas informações sobre a situação das tropas brasileiras na Minustah (missão das Nações Unidas no país) e demais brasileiros a serviço da ONU", segundo o comunicado.

Além dos 1,266 mil militares brasileiros que integram as forças de paz da ONU no Haiti, o tremor no país caribenho surpreendeu vários civis brasileiros que trabalham em projetos de cooperação e em programas de ONGs.

Até agora, não há informações sobre vítimas brasileiras.

Segundo o encarregado de negócios do Brasil em Porto Príncipe, Claudio Campos, o imóvel da embaixada sofreu sérios danos, mas todos os membros do corpo diplomático no país caribenho estão ilesos.

A Chancelaria montou um escritório especial em Brasília para tratar da crise, que será coordenada pelo embaixador Marcos Vinícius Pinta Gama e que servirá para oferecer informações a parentes sobre os brasileiros que se encontram no Haiti.

Em comunicado anterior, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu que os militares brasileiros destacados no Haiti que "façam todo o esforço possível" para diminuir o sofrimento da população local por causa desta "catástrofe".

O Brasil lidera a força militar da ONU no Haiti, que conta com cerca de 6,7 mil efetivos procedentes de 17 países. EFE cm/an

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