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Lula pede a Obama que veja o sul sem preconceitos e retire o bloqueio a Cuba

O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve olhar para a América Latina sem preconceitos e retirar o bloqueio perverso imposto a Cuba, que não tem nenhuma explicação, pediu nesta sexta-feira o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

AFP |

"Que olhe para a América Latina com uma visão democrática e de simpatia. Que não veja aqui a região dos anos 60, e sim uma região que aprendeu a viver em democracia, a se desenvolver, a cuidar dos pobres (...) Com uma visão de chefe de Estado, sem preconceitos", afirmou.

Obama deve "olhar para Cuba. Cuba não precisa de favores, não precisa fazer nenhum gesto. Basta acabar com o bloqueio perverso que impediu que a revolução seguisse sua trajetória normal", insistiu.

"Não há mais explicações, não existe nenhuma: nem política, nem sociológica, nem científica para que o bloqueio continue. É uma questão de gesto, principalmente porque Obama também venceu as eleições com os cubanos de Miami", declarou.

Lula se reuniu na cidade de Machiques (oeste da Venezuela) com seu colega Hugo Chávez com o objetivo de aumentar a cooperação bilateral.

Ambos os países assinaram nesta sexta-feira doze novos acordos de cooperação nos âmbitos de agricultura e energia.

Os acordos prevêem a ajuda do Brasil à Venezuela para a construção de dois frigoríficos e para a instalação de um centro de processamento de frutas tropicais, que incluirá o compromisso de capacitar trabalhadores venezuelanos.

Os convênios também incluem a venda de combustível venezuelano para o Brasil.

A Venezuela se comprometeu a fornecer dois carregamentos mensais de 240.000 barris e outro de 120.000 barris de gasolina natural ao longo de 2009, assim como um carregamento mensal de 240.000 barris de combustível de aviação.

Além disso, foi firmado um convênio para a construção de fábricas de fertilizantes na Venezuela e houve a renovação de um acordo para o fornecimento de 660.000 toneladas métricas anuais de coque.

Lula afirmou que a "Venezuela está construindo um grande depósito de alimentos para dar segurança a seu povo. O acordo que temos com a Venezuela é que o Brasil está disposto a transferir nossa tecnologia da revolução agrícola dos anos 60 para que a Venezuela faça também a sua revolução agrícola".

O presidente brasileiro chegou na noite de quinta-feira à Venezuela, proveniente da Bolívia, onde se reuniu com Evo Morales.

"Nossa unidade não se traduz apenas em discursos que com o passar do tempo se esgotam. A unidade se concretiza em coisas, nossos discursos estão se transformando em riqueza, em melhoria da qualidade de vida do povo", disse Lula.

Embora o comércio bilateral tenha aumentado em 2008 pelo quinto ano consecutivo, registrando um crescimento de 12%, situando-se em quase 5,7 bilhões de dólares, a balança é desfavorável à Venezuela, que importou bens no valor de 5,1 bilhões de dólares no total das transações entre os dois países, segundo dados da Federação de Câmaras de Comércio Brasil-Venezuela.

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