Lula pede a Obama que ajude América Central a superar crise financeira

Eduardo Davis. Brasília, 19 dez (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje ao novo líder eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que ajude particularmente a América Central a enfrentar a crise global, e insistiu no fim ao embargo a Cuba. Lula recebeu um grupo de jornalistas após as recentes cúpulas latino-americanas realizadas em Costa do Sauípe, na Bahia, e depois da visita feita a Brasília pelo líder cubano, Raúl Castro, a quem hoje renovou o claro respaldo expressado nos últimos dias. O presidente, anfitrião das cúpulas do Mercosul, da União de Nações Sul-americanas (Unasul), do Grupo do Rio e da 1ª reunião da América Latina e do Caribe, emergiu dos encontros com a liderança regional fortalecida e hoje aproveitou a oportunidade para reiterar o que espera do futuro Governo de Barack Obama. O líder insistiu em que o novo chefe da Casa Branca deverá ter uma política diferente em direção à América Latina, uma região que já tem voz própria, e assumir a responsabilidade do país na atual crise financeira global. Nesse sentido, ressaltou que Obama deverá ajudar especialmente a América Central, pela forte dependência que essa região tem dos Estados Unidos e pelo impacto que a crise terá na economia das nações centro-americanas. A América Latina, mas especialmente toda a América Central, depende muito da economia americana, e isso deverá ser objeto de alguns gestos de Obama, considerou Lula. Em relação a Cuba, ele insisti...

EFE |

No plano econômico, colocou uma grande responsabilidade pela crise na União Européia (UE), mas manifestou confiança em que as medidas adotadas pelo bloco e pelos EUA permitirão que a economia global comece a recuperar "uma certa normalidade" em meados do próximo ano.

Apesar de ter reiterado sua opinião de que o Brasil é "um dos países mais bem preparados do mundo" para enfrentar a crise, Lula admitiu "preocupação" com uma possível contração da economia no primeiro trimestre de 2009, e disse que, antes do fim do ano, pode anunciar novas medidas de estímulo ao crédito e à produção.

No café-da-manhã com o presidente, que terminou com fotos dos presentes, a Presidência determinou que os jornalistas não poderiam gravar as declarações ou anotá-las. EFE ed/db

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