Lula: nem Hamas nem Israel têm razão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou, nesta sexta-feira, que nem o movimento radical palestino Hamas nem Israel têm razão e defendeu que a ONU deve se transformar porque, em situações como a ofensiva em Gaza, aparece enfraquecida.

AFP |

"Há 15 anos que pedimos que se modifique o funcionamento do Conselho de Segurança (...) para dar mais legitimidade, porque, senão, a ONU vai-se desmoralizando perante os olhos da opinião pública mundial", declarou Lula, após um encontro com seu colega, Hugo Chávez, no leste da Venezuela.

A ONU "se opõe à guerra no Iraque, os Estados Unidos invadem o Iraque; a ONU tem uma posição contra a ofensiva em Gaza, mas Israel continua", exemplificou.

Desde o início da ofensiva, que já matou mais de mil palestinos, o Brasil se absteve de criticar abertamente o governo israelense, defendendo a criação de uma ampla frente comum de países neutros que peçam um cessar-fogo e promovam um "clima de paz e convivência".

Segundo Lula, os interlocutores que negociam com as partes em conflito devem mudar e ampliar o grupo para outros países.

"A primeira coisa que temos de fazer é resolver os conflitos internos. A Autoridade Palestina não pode negociar a paz, se o Hamas não estiver de acordo. É necessário construir a unidade para construir a paz em Israel e na Palestina".

Lula lembrou ainda que seria "muito mais barato" para todos, se as partes em confronto se sentassem para negociar ao redor da mesma mesa para "construir duas pátrias que se desenvolvam e vivam em paz".

"Nem o Hamas nem Israel têm razão (...) Não acho que o antagonismo e o confronto ajudem ninguém, a não ser os vendedores de armas do mundo", concluiu.

bl/tt

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