Lula na China: Emergentes ajudam a escrever um dos mais importantes capítulos do século 21

Um artigo assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado na edição desta terça-feira do jornal chinês China Daily diz que Brasil e China estão ajudando a escrever a história neste novo século. Os países emergentes estão ajudando a escrever um dos mais importantes capítulos da história do século 21, disse o artigo.

BBC Brasil |

"Há sinais de uma realidade nova, mais complexa e interessante tomando forma."
O presidente brasileiro também defende, no artigo, o fortalecimento da parceria com a China, que, segundo Lula, deve ser levada "para um nível mais alto".

"Nósprecisamos estar totalmente cientes da responsabilidade compartilhadapor Brasil e China para ajudar a trazer reformas fundamentais nagovernança global de que o mundo precisa com tanta urgência", conclui oartigo assinado pelo presidente Lula no China Daily.

No artigo, o presidente Lula diz que uma nova ordem internacional mais justa não vai emergir espontaneamente e que "serão necessários esforços conjuntos e diálogo entre os países em desenvolvimento para que suas vozes sejam ouvidas cada vez mais no cenário global".

Entre os exemplos de cooperação entre China e Brasil, o artigo destaca o Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), uma parceria que desenvolve satélites de sensoriamento remoto lançado em 1988. E que aos três satélites já lançados serão somados mais dois.

O presidente destaca ainda uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Tsinghua para pesquisar projetos com o objetivo de reduzir a emissão de gases do efeito estufa e identificar fontes alternativas para biodiesel. "O governo brasileiro vai investir nos próximos dois anos aproximadamente US$ 2 milhões" para financiar o Centro Brasil-China de Tecnologias Inovadoras, Mudanças Climáticas e Energia criado com o projeto.

A intensificação do comércio entre China e Brasil também é mencionada, destacando-se que a balança comercial chegou perto dos US$ 40 bilhões em 2008. "Como resultado, este ano a China se tornou o parceiro comercial número um do Brasil".

"O Brasil agora deseja diversificar suas exportações para a China e atrair mais investimentos. Nós também esperamos ver mais parcerias financeiras entre companhias brasileiras e chinesas."
O artigo cita ainda cooperação na área cultural, inclusive com a oferta de cursos de língua portuguesa em universidades chinesas. O artigo lembra que o português é uma das línguas oficiais da região chinesa de Macau.

Lula lembra que esta é a sua terceira visita ao país desde que se tornou presidente e que este ano marca os 35 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, destacando sua importância. "Brasil e China precisam fortalecer seu diálogo no contexto dos BRICs (grupo de economias emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) e o G5 (Brasil, México, Índia, África do Sul e China), assim como em outros grandes temas da agenda global."

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