Lula homenageia militares mortos no Haiti

Brasília, 21 jan (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou hoje um ato em Brasília em homenagem aos 18 militares brasileiros mortos no terremoto que arrasou o Haiti no último dia 12.

EFE |

Em um hangar da Base Aérea de Brasília e perante os caixões das vítimas, Lula disse que os militares cumpriram a "mais nobre missão" humanitária já feita pelas Forças Armadas do Brasil.

Os militares faziam parte da tropa de 1.266 soldados que o Brasil tinha antes do terremoto na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah).

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras.

O grande terremoto, de 7 graus, aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Na presença dos parentes dos mortos, membros do Governo e parlamentares, o presidente assegurou que os militares brasileiros "levaram ao povo sofrido do Haiti a mensagem de que não estão sós" e de que "a solidariedade existe".

Segundo Lula, os soldados brasileiros "levavam segurança, paz, remédios, solidariedade e um enorme respeito ao povo haitiano", que "nunca os confundiu com tropas invasoras" e "sempre encontrou neles uma mão amiga".

O presidente citou cada um dos 18 mortos pelo nome e agradeceu a eles por terem "ratificado a vontade de paz do Brasil" com o custo de suas próprias vidas.

Antes de discursar, o chefe de Estado deixou em cima de cada caixão, todos cobertos com bandeiras do Brasil, uma medalha ao mérito concedida pelo Governo.

Após falar, o presidente, acompanhado da primeira-dama, Marisa Leticia, cumprimentou pessoalmente os parentes de cada um dos soldados mortos e não conteve o choro.

Os caixões foram transferidos depois da cerimônia aos estados de origem de cada uma das vítimas, onde serão enterrados entre hoje e amanhã.

Também hoje, mas no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e representantes da ONU renderam uma homenagem a Luiz Carlos da Costa.

Amorim declarou que o diplomata simbolizava "o caminho para aqueles que desejam fazer o bem ao próximo" e assegurou que "será lembrado com muita nostalgia, mas também com muito orgulho".

Diplomata, que estava há 41 anos na ONU, será sepultado amanhã em Nova York, onde mora sua família. EFE ed/rr

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