Lula faz gestões para evitar que acordo Colômbia-EUA afete unidade regional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer evitar que o polêmico acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos cause retrocessos na integração e discutirá o assunto no sábado com o governante da Bolívia, Evo Morales.

EFE |

"O central é não permitir que esse tema (das bases), embora seja delicado, cause retrocessos na integração sul-americana e será essa a mensagem que Lula levará a Morales", afirmou hoje em entrevista coletiva o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

Lula se reunirá com Morales no sábado e visitará a região cocaleira boliviana de Chapare para discutir assuntos de interesse bilateral e regional.

Baumbach afirmou que na agenda figurará a "tensão" causada pelo acordo que permitirá a tropas dos Estados Unidos usar bases em solo colombiano.

Na última reunião da União de Nações Sul-americanas (Unasul), realizada em Quito, Morales propôs que os países que permitirem a presença de bases estrangeiras sejam expulsos desse mecanismo de integração.

O porta-voz de Lula reiterou que "o tema das bases preocupa o Brasil", porque "ainda não se sabe exatamente qual será o propósito" da presença das tropas dos Estados Unidos, que, segundo a Casa Branca e Bogotá, visa a aperfeiçoar o combate ao narcotráfico.

Baumbach afirmou que o acordo "é um elemento que agrava a tensão na região", mas esclareceu que o Brasil "respeita as decisões soberanas da Colômbia, sempre que estiverem limitadas ao território colombiano".

Após reiterar a posição de Lula, no sentido de que "o ponto central é estabelecer garantias jurídicas de que as bases não serão usadas em ações contra terceiros países", o porta-voz afirmou que "essa é a mensagem que (o governante) levará ao presidente Morales".

Em relação à cúpula extraordinária que a Unasul realizará para debater esse assunto, prevista para o dia 28 na cidade argentina de Bariloche, o porta-voz disse que "Lula levará a ideia de que é necessário ter uma discussão franca, ponderada e objetiva".

Lula "acredita que se a cúpula for bem encaminhada, a posição da região para um diálogo com os Estados Unidos (sobre esse e outros assuntos) será ainda mais forte", ressaltou.

Porém, ressaltou que, para o Brasil, o mais importante é "não permitir que esse tema gere retrocessos no processo de integração sul-americana".

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