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NAÇÕES UNIDAS - Como já é tradicional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será o primeiro líder a se dirigir à Assembléia Geral da ONU, que inicia seus debates públicos nesta terça-feira, em Nova York. Fontes brasileiras já anteciparam que, neste fórum, Lula defenderá o multilateralismo, a reforma do Conselho de Segurança e o uso dos biocombustíveis, além de seu compromisso com as fontes de energia renováveis.

Esta 63ª sessão da Assembléia Geral da ONU reunirá cerca de 100 chefes de Estado ou de Governo que analisarão os avanços em desenvolvimento e luta contra a pobreza, e também aproveitarão para intensificar suas relações bilaterais.

Na sessão, inaugurada na terça-feira passada, ficarão frente à frente pela última vez presidentes antagonistas como o dos Estados Unidos, George W. Bush, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Isso porque o líder americano, no final de seu segundo mandato, deve se despedir do cenário multilateral.

O novo presidente da Assembléia, o sacerdote e ex-chanceler nicaragüense Miguel d'Escoto, já antecipou esta semana que, neste período de sessões, buscaria a "democratização das Nações Unidas".

Os debates serão abertos pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e, após Lula discursar, será a vez de Bush e, a seguir, do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Na terça-feira, também se dirigirão à Assembléia países como Nicarágua, Argentina, Irã, Panamá, Bolívia ou Geórgia, enquanto no dia as nações a debaterem serão Paraguai, Chile, República Dominicana, México, Honduras, El Salvador, Colômbia, Guatemala e Costa Rica.

Já na quinta-feira, os líderes de Espanha, Japão e Canadá, entre outros, se dirigirão aos participantes da Assembléia.

Além dos debates desse fórum, a ONU preparou também outras reuniões de alto nível que serão dedicadas à África e à avaliação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em um momento em que se aproxima a data para que esses sejam atingidos, 2015.

Paralelamente, os latino-americanos aproveitarão para se reunir.

Em 24 de setembro está prevista uma cúpula de chefes de Estado e Governo da União de Nações Sul-americanas (Unasul), integrada por Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

A situação de outras regiões como a do Oriente Médio também fará parte dos debates e, assim, os ministros de Exteriores do Quarteto de Madri (Estados Unidos, ONU, União Européia e Rússia) se reunirão com seu representante para a zona, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair.

Durante a próxima semana, Nova York se transformará, como todos os anos, na cidade com mais presidentes, ministros, diplomatas, reuniões e segurança do mundo, pois, além dos encontros políticos, muitos dos líderes assistirão a reuniões com investidores e empresários.

Além disso, o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton realizará, de 23 a 26 de setembro, a reunião anual da iniciativa global que leva seu nome.

O encontro reunirá, além dos candidatos democrata e republicano à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, respectivamente, outras personalidades, como presidentes e primeiros-ministros, e cantores como Bob Geldof ou Bono.

Entre os presidentes latino-americanos que confirmaram presença no fórum de debates de Clinton, dedicado este ano a assuntos como a crise energética e de alimentos, estão o do México, Felipe Calderón, e o da República Dominicana, Leonel Fernández.

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