Lula está angustiado com a crise na Bolívia, diz ministro

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confidenciou a ministros de Estado que está bastante preocupado com a atual crise da Bolivia, que culminou na redução do fornecimento de gás natural ao Brasil. Segundo o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Lula teria ressaltado a vontade de ajudar o país vizinho.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |


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"Ele [Lula] me disse que gostaria muito de ajudar o país [Bolívia], mas que por enquanto ainda existe uma resistência do presidente boliviano Evo Morales", disse o ministro do Meio Ambiente. Minc completou, ainda, que em três meses e meio a frente da pasta nunca viu o presidente Lula tão angustiado.

Apoio diplomático

Na quinta-feira, Lula já havia entrado em contato com o presidente da Bolívia, Evo Morales, para , para tratar sobre a crise que atinge o país vizinho e que culminou na interrupção parcial de abastecimento de gás natural ao Brasil. O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse na ocasião que Lula manifestou apoio ao governo boliviano, além de preocupação pelo rápido restabelecimento da ordem em respeito à lei do Estado Democrático do país.

Não tem havido nenhuma negligência por parte do governo brasileiro. Temos a esperança de que se encontre uma solução rápida para este problema a fim de evitar uma possível guerra civil, declarou Garcia. Após a ligação a Morales, Lula falou também com os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez.

Durante a coletiva de quinta-feira, Garcia ressaltou ainda que o governo brasileiro não irá tolerar, em nenhuma hipótese, a eventual chegada ao poder na Bolívia de um governo que não tenha sido eleito democraticamente. "Não toleraremos uma ruptura do ordenamento constitucional boliviano. O Brasil não reconhecerá nenhum governo que queira substituir ao governo constitucional da Bolívia", disse Garcia.

Em relação a declaração de Chávez sobre estar pronto a dar apoio armado ao país vizinho, Marco Aurélio ponderou que o momento é de apoio diplomático e não armado. O próprio  Evo Morales já declarou que descarta o uso do Exército para conter os protestos .

Nós estamos com todos os mecanismos de deslocamento preparados para ir até o local [dar apoio diplomático]. Iremos assim que seja julgado necessário e quem definirá isso é o próprio governo da Bolívia, pontuou Garcia.

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