Lula elogia Obama e anuncia visita de Raúl Castro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou sua preferência pelo candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. Lula disse que não conhece bem nem McCain, nem Obama, mas que assim como o Brasil elegeu um metalúrgico, a Bolívia um índio, a Venezuela o Chávez, seria extraordinário ter um negro à frente da maior economia do mundo.

BBC Brasil |

Lula está em Havana, onde participou de uma cerimônia para assinatura de convênio da Petrobras com a estatal Cupet para exploração de petróleo no mar de Cuba. O investimento inicial é de US$ 8 milhões.

"Claro que a decisão do país é soberana, mas existe uma ponta de alegria na mente silenciosa de cada um de nós, se um negro for eleito nos Estados Unidos", disse Lula.

Críticas
Na presença do presidente cubano, Raúl Castro, Lula fez um discurso de críticas, dentre elas ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao sistema financeiro e aos países ricos.

Disse, por exemplo, que durante anos levantou faixas de "fora FMI" e que teve de chegar à Presidência para dizer "adeus FMI".

O presidente brasileiro disse, ainda, que considera "inaceitável" o bloqueio americano a Cuba. Ele comentou a recente decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que voltou a condenar o bloqueio econômico à ilha, mas acrescentou que a decisão "certamente não muda nada".

"Já estamos acostumados a ver que as decisões da ONU são cumpridas apenas quando há interesse dos grandes", disse o presidente.

Visita
Lula aproveitou o encontro para confirmar a visita de Raúl Castro ao Brasil, em janeiro. Será a primeira visita oficial de Castro a outro país como presidente.

Castro deve participar de uma reunião de chefes de Estado da América Latina e Caribe. Segundo Lula, "será a primeira grande reunião dos países latinos sem a ingerência de outro continente ou potência".

Sobre a crise, Lula disse que o Estado foi "tripudiado" nas últimas três décadas, na expectativa de que o mercado regularia tudo.

"O mercado é um ovo sem gema, é vazio", disse Lula. "Agora é o Estado quem vai salvar tudo."
Já o discurso do presidente Castro foi curto. Referindo-se ao presidente Lula, disse brincando: "Não sou tão inteligente como ele".

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