Lula e Uribe fecham acordos de Defesa na Colômbia

Os presidentes Luiz Inácio da Silva e Álvaro Uribe, da Colômbia, fecharam neste sábado em Bogotá dez acordos de cooperação entre Brasil e Colômbia, incluindo dois na área de Defesa, confirmaram fontes do Itamaraty à BBC Brasil. Um deles prevê a cooperação entre os Ministérios de Defesa dos dois países que prevê a promoção de venda e compra de armas e estabeleceria a realização de exercícios militares conjuntos.

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O outro trata da cooperação no combate à fabricação e ao tráfico de armas, munições e explosivos.

Havia três acordos em negociação na área de defesa. O terceiro que trata do fortalecimento da segurança na área da fronteira amazônica entre Brasil, Colômbia e Peru será assinado neste domingo, em Letícia, por Lula, Uribe e pelo presidente do Peru, Alan Garcia.

O debate sobre a necessidade de reforçar a segurança nas fronteiras da América do Sul, em especial com a Colômbia, ganhou força depois do bombardeio realizado pelo Exército colombiano a um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no Equador.

A viagem de Lula, que fica na Colômbia até domingo, acontece em um momento importante para Uribe do ponto de vista interno.

A Colômbia comemora neste domingo o seu Dia da Independência e a data deverá ser marcada com manifestações no país inteiro com pedidos de libertação dos reféns em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A recente libertação da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, mantida refém pelas Farc durante seis anos, em uma operação do Exército colombiano, foi considerada uma vitória política para Uribe.

Ainda assim, analistas avaliam que o seu governo permanece isolado na América do Sul devido a sua proximidade com o governo dos Estados Unidos.

Encontro com Uribe
Lula, que esteve na Bolívia na sexta-feira, reuniu-se com Uribe na sua residência de campo. Antes os dois presidentes haviam tido um encontro com empresários colombianos.

No encontro com os empresários, Lula disse estar esperançoso quanto ao êxito da Rodada de Doha e voltou a defender a redução dos subsídios agrícolas dos países ricos para facilitar a entrada dos países pobres nos mercados americano e europeu.

O presidente também fez novas críticas à alta do preço do petróleo no mercado internacional e disse que, para o Brasil, o aumento dos combustíveis já representou um incremento de 30% nos custos com a produção agrícola.

Ele disse que o trunfo do país para enfrentar os desafios do momento é apostar nos biocombustíveis.

Lula disse querer cooperar "como parceiro da Colômbia em formas alternativas de energia", sem dar detalhes sobre possíveis entendimentos no setor.

"Eu posso mostrar à Colômbia a vantagem dos biocombustíveis em relação à renda, à independência (do petróleo) e à preservação ambiental", disse o presidente.

Por sua vez, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse que "o Brasil ensinou à Colômbia a produzir etanol" e que, graças a isso, hoje a Colômbia produz 2 milhões de litros diários entre etanol e biodiesel.

Lula destacou a produção da Ecopetrol, a estatal colombiana de petróleo, na exploração dos novas reservas da Bacia de Santos.

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