Lula e Sócrates defendem investimentos conjuntos e biocombustíveis

Lisboa, 30 jul (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, expressaram a vontade de impulsionar os investimentos conjuntos e as relações comerciais entre suas nações, e defenderam a produção de biocombustíveis.

EFE |

Em entrevista conjunta exibida pelo "Canal 2" da Rádio Televisão Portuguesa (RTP), ambos os políticos destacaram a importância das duas fábricas que a Embraer vai construir na região do Alentejo e a possibilidade de Portugal ser uma ponte para o comércio brasileiro com a Europa.

A entrevista foi concedida durante a visita que Lula fez na semana passada a Lisboa, onde participou da 7ª Cúpula da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Há uma consolidação da importância da relação com Portugal", disse Lula, que se mostrou convencido de que outras companhias brasileiras farão investimentos em Portugal e que ressaltou o papel do país no acordo de cooperação estratégica entre Brasil e a União Européia, assinado em julho do ano passado.

O presidente brasileiro lembrou que seu país está em pleno crescimento e que o "empresariado brasileiro está se conscientizando de que é preciso se internacionalizar".

Lula defendeu os biocombustíveis e chamou de "mentirosos" os que os relacionam à crise mundial dos alimentos, juízo de valor compartilhado por Sócrates, que disse que os interesses das petrolíferas estariam por trás dessa campanha.

O presidente brasileiro também disse, em comparação com os carburantes fósseis, os biocombustíveis poluem menos e são mais fáceis de serem produzido em países pobres.

Sobre as fábricas da Embraer, que consumirão 148 milhões de euros em investimentos, Sócrates destacou a grande importância do projeto para Portugal, que deixa de contar apenas com instalações para a manutenção de aviões e passa a dispor de tecnologia para fabricá-los e atrair outros investimentos.

Para o primeiro-ministro português, as unidades de produção da empresa brasileira ajudarão a modernizar a economia portuguesa. EFE ecs/sc

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