Lula e Sarkozy querem papel maior para OIT na economia global

PARIS (Reuters) - A França e o Brasil reivindicaram um papel mais relevante para a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no sistema econômico global e também uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas que dê aos países em desenvolvimento maior influência no organismo. Em todos os lugares do mundo, os trabalhadores pedem mais justiça, mais segurança. Eles precisam ser ouvidos, afirmam o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo conjunto no jornal francês Liberatión e no brasileiro Folha de S. Paulo, nesta terça-feira. O texto foi divulgado antes da publicação.

Reuters |

"Organizações internacionais devem levar em conta os efeitos sociais da atual crise. O papel da Organização Internacional do Trabalho precisa ser fortalecido", declaram os presidentes.

O artigo, que pede a criação de uma "Aliança pela Mudança", é publicado na semana em que o líderes do G8, os oito países mais industrializados do mundo, se encontrarão na Itália.

O encontro também incluirá discussões entre cinco países emergentes, China, Índia, Brasil, África do Sul e México, e conversas entre o G8 e esse grupo de cinco países.

No texto que assinam juntos, Sarkozy e Lula afirmam que a crise econômica ressalta a necessidade de mais contato entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento.

Os dois líderes também repetem as reivindicações por reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Para ser efetivo, o conselho tem que refletir a realidade atual, como por exemplo garantindo um maior papel aos grandes países emergentes de cada região, como o Brasil e a Índia, uma representação justa para a África e para grandes colaboradores das Nações Unidas, como Japão e Alemanha", dizem.

"Brasil e França querem apresentar a sua visão comum de um novo multilateralismo, adaptado ao nosso mundo multipolar."

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