Lula e Raúl Castro se comprometem a impulsionar cooperação de via dupla

Brasília, 18 dez (EFE).- Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e de Cuba, Raúl Castro, se comprometeram hoje a impulsionarem uma cooperação de via dupla em todos os setores e a marcharem unidos no processo de integração latino-americana iniciado esta semana nas cúpulas realizadas em Costa do Sauípe.

EFE |

Raúl Castro foi recebido hoje com honras de Estado por seu colega brasileiro no Palácio do Planalto, em Brasília, no início de sua primeira visita oficial ao Brasil.

Em discurso antes de um almoço oferecido ao governante cubano e à sua delegação, Lula reiterou a intenção de seu Governo de "aumentar a cooperação" com Cuba nas áreas de transporte, energia, agricultura, infra-estrutura, ciência e tecnologia e minerais.

"Ajudaremos Cuba a criar um parque industrial competitivo", declarou Lula, que expressou a vontade de "equilibrar" o fluxo de comércio com a ilha caribenha.

Nos três primeiros trimestres deste ano, o comércio entre os dois países chegou a cerca de US$ 500 milhões, do qual um terço correspondia a exportações cubanas, segundo estatísticas oficiais brasileiras.

Lula também agradeceu a cooperação de Cuba com o sistema de saúde e pesquisa em saúde no Brasil.

Por outro lado, o presidente brasileiro reiterou a rejeição brasileira a um embargo "que não tem sustento político ou moral" e expressou seu desejo de que Cuba se reintegre à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Raúl Castro, por outro lado, disse que para as "relações históricas" entre Cuba e Brasil "só faltava aumentar as ligações econômicas que vieram com o Governo do companheiro e do amigo Lula.

O presidente cubano declarou que Cuba e Brasil estão decididos a impulsionarem uma "integração comprometida com a justiça social e os direitos humanos".

O líder caribenho afirmou que as cúpulas celebradas na Bahia são os "primeiros passos de um longo caminho" e afirmou que agora depende da "firmeza" dos países latino-americanos e "da defesa de nossos povos ante as maiores potências do planeta".

Em um momento de descontração o presidente cubano pediu desculpas pela brevidade de seu discurso.

"Dizem que os discursos de Fidel são longos, mas são menos longos que os de Chávez. Eu, que sou menos inteligente que eles, falo menos", declarou Raúl Castro.

Ele concluiu seu discurso com um brinde a Brasil e Cuba e disse que fazia isto "com a mente voltada em quem abriu o caminho, o companheiro Fidel". EFE ed/fal

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