Lula é o presidente que desperta maior simpatia na região ibero-americana

Bogotá, 14 out (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o chefe de Estado que possui a maior simpatia na região ibero-americana, segundo um estudo internacional divulgado hoje em Bogotá. Os dados são do Iberobarómetro, divulgado hoje pelo Consórcio Ibero-americano de Pesquisas de Mercados e Assessoria (CIMA), com sede em Bogotá. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, tem o maior nível de aprovação no país. Como líderes mais influentes na América Latina foram considerados os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e dos Estados Unidos, George W. Bush, grandes inimigos políticos, segundo a opinião de 13% da população.

EFE |

Atrás deles estão o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, o rei da Espanha Juan Carlos I, e Lula (todos com 5%), e o ex-presidente de Cuba Fidel Castro, com 4%.

No entanto, Bush aparece como um dos que tem maior percentual negativo de aceitação, já que 72% dos latino-americanos não confiam nele.

Ao serem consultados sobre o que sentem por dez dos líderes da região ibero-americana, os entrevistados elegeram Lula (53%) como o mais simpático, seguido pelo rei Juan Carlos I (51,2%), Zapatero (48,2%) e a presidente do Chile, Michelle Bachelet (45,9%).

Em relação ao nível de aprovação, Uribe tem o mais alto (85%), seguido por Lula (67%), do uruguaio Tabaré Vásquez (67%), do mexicano Felipe Calderón (61%), do equatoriano Rafael Correa (57%), do costarriquenho Óscar Arias (57%), do boliviano Evo Morales (56%) e do dominicano Leonel Fernández (55%).

Atrás deles aparece Chávez (54%), seguido por Zapatero e pelo governante de Honduras, Manuel Zelaya, com 52%.

O estudo, elaborado anualmente desde 1992, foi baseado em 12.401 entrevistas em 22 países da América, além de Espanha e Portugal.

No continente americano, a pesquisa foi feita em Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, EUA, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela e Uruguai.

Segundo este estudo, os três problemas mais graves, de acordo com a percepção dos latino-americanos, são: a insegurança (17%); o desemprego (15%), e a corrupção (15%).

Para os entrevistados, as Forças Armadas são as instituições com maior prestígio.

Na Colômbia e em Porto Rico, 70% da população disseram confiar nos órgãos militares, enquanto na Espanha o percentual foi de 68%, em Brasil, Costa Rica e México, de 65%, na Nicarágua, de 63%, na Bolívia, de 61%, Chile e Venezuela, de 58%, República Dominicana, de 54%, e em El Salvador, de 52%.

Os países onde a população menos confia nas instituições militares são Argentina (30%), Guatemala (23%) e Paraguai (20%).

No entanto, a Polícia só tem reconhecimento, em média, de 31% dos latino-americanos, enquanto que os partidos políticos têm confiança de 14%.

Além disso, em matéria de entidades multilaterais, a Organização dos Estados Americanos (OEA) tem 40% de confiança entre os latino-americanos e a ONU, 57%. EFE gta/ab/db

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