Lula e Mujica fazem primeira reunião oficial na segunda-feira

Rio de Janeiro, 23 mar (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega do Uruguai, José Mujica, farão na próxima segunda-feira a primeira reunião oficial desde que o uruguaio assumiu o cargo, no início deste mês.

EFE |

Lula e Mujica conversarão sobre a integração entre os dois países, entre outros assuntos, segundo a agenda discutida hoje por seus ministros das Relações Exteriores.

"Vamos fixar as bases para futuros acordos em áreas como energia e integração ferroviária", disse à Agência Efe o chanceler uruguaio, Luis Almagro, ao fazer um balanço da conversa que teve hoje com seu colega brasileiro, Celso Amorim.

"Avançamos muito nesta semana, inclusive no tema de interconexão elétrica", acrescentou Almagro, que fez hoje uma breve visita ao Rio de Janeiro para seu primeiro encontro com Amorim.

O ministro uruguaio acrescentou que a integração ferroviária entre os dois países e outros projetos de infraestrutura, como conexões viárias e hidroviárias, também serão abordados na reunião da próxima segunda-feira.

"Acho que temos assuntos de infraestrutura e comerciais que vão ficar resolvidos durante a visita", afirmou.

Segundo o chanceler uruguaio, o comunicado conjunto que será divulgado após o encontro entre Lula e Mujica já está praticamente pronto, assim como todos os detalhes da agenda da primeira visita oficial do novo presidente uruguaio ao Brasil.

"Repassamos todos os aspectos do comunicado conjunto em temas produtivos e de infraestrutura, que consideramos importantes para os dois países e para o Mercosul, e concordamos em vários aspectos", disse.

Sobre a integração energética, Almagro assegurou que os avanços nos tratados de integração do Mercosul e um documento assinado na semana passada pelos setores energéticos do Brasil e do Uruguai facilitaram os avanços para garantir a interconexão elétrica entre os dois países.

Almagro acrescentou que também houve avanços em acordos para permitir que o projeto de interconexão elétrica possa ser financiado com recursos do Fundo de Convergência Estrutural (Focem) do Mercosul.

O chanceler assegurou que assuntos comerciais também serão incluídos na agenda da reunião presidencial, mas não quis mencionar quais serão abordados.

O comércio entre os dois países girou US$ 2,6 bilhões no ano passado, com um ligeiro superávit comercial para o Brasil. Nos dois primeiros meses deste ano, o fluxo comercial bilateral cresceu 36% frente ao primeiro bimestre do ano passado, até US$ 405,9 milhões.

EFE cm/bba

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