Lula e Funes afirmam que não aceitarão retrocesso democrático em Honduras

Brasília, 9 set (EFE).- Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e de El Salvador, Mauricio Funes, concordaram hoje, após um encontro em Brasília, que nenhum país pode aceitar o retrocesso democrático provocado pelo golpe de Estado do dia 28 de junho em Honduras, contra Manuel Zelaya.

EFE |

"O golpe em Honduras é um retrocesso inaceitável. Os golpistas têm que entender que a vontade do povo é soberana", afirmou Lula, em referência à crise no país centro-americano, em um breve pronunciamento após sua reunião com Funes.

"Brasil, El Salvador, o Mercosul, a União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Organização dos Estados Americanos (OEA), estamos todos unidos. Não reconheceremos as eleições (do dia 29 de novembro) convocadas pelo atual Governo de Honduras", acrescentou Lula, ao insistir que a solução para crise exige, como primeiro passo, o retorno incondicional do presidente deposto ao poder.

Lula acrescentou que as medidas anunciadas recentemente pelos Estados Unidos contra o Governo de Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso no lugar de Zelaya, demonstram que Washington também defende a mesma posição.

"As medidas do presidente americano, Barack Obama, são bem-vindas. Significam que os EUA se uniram à posição regional", afirmou.

"É preciso reverter o retrocesso democrático", disse Funes, que iniciou hoje uma visita de dois dias ao Brasil. EFE ed-cm/pd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG