Lula e Cristina abrem caminho para a integração monetária do Mercosul

Eduardo Davis. Brasília, 8 set (EFE) - Brasil e Argentina vão substituir o dólar por suas próprias moedas no comércio bilateral a partir de outubro, segundo definiram hoje ambos os Governos, que concordaram em que deram um passo para a integração monetária do Mercosul. O acordo, que institui o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), foi o resultado mais concreto da primeira visita de Estado que a chefe de Estado argentina, Cristina Fernández de Kirchner, faz a Brasília, onde teve um intenso dia de trabalho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O convênio era negociado há dois anos e, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, entrará em operação a partir de 3 de outubro, quando possivelmente será realizado um ato especial em Buenos Aires. Fontes de ambos os países calculam que este mecanismo barateará o comércio bilateral em entre 2% e 5%. Cristina comemorou a assinatura do acordo, sobre o qual afirmou que não é só uma questão econômica, mas também profundamente cultural. Ela também sustentou que isto é uma prova de que é possível viver na região com uma identidade própria, e não emprestada. Lula foi além e, com a aprovação de Cristina, declarou que Argentina e Brasil deram um passo para uma futura integração monetária regional, que depois deverá se ampliar ao Uruguai e ao Paraguai, os outros dois membros plenos do Mercosul. Em Assunção, fontes do Banco Central do Paraguai (BCP) disseram hoje à Agência Efe que têm int...

EFE |

No domingo, a chefe de Estado assistiu às comemorações pela Independência do Brasil, tornando-se a primeira presidente argentina na história a participar deste ato. EFE ed/rb/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG