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Lula diz querer Olimpíada no Rio para os pobres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, que espera ver o Brasil vencer o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016, para fazer uma Olimpíada democrática que será assistida pelos pobres da América do Sul. Estou convencido que o Rio de Janeiro precisa fazer esta Olimpíada e estou convencido de que o Brasil, mais do que qualquer outro país, tem o direito de fazer, disse.

BBC Brasil |

"Somos um país que tem fronteira seca com vários países da América do Sul, portanto temos a chance de fazer com que os pobres do mundo, que não têm chance de ver uma Olimpíada, possam ir ao Brasil assistir a uma Olimpíada", afirmou em entrevista à BBC.

"Se você escolher qualquer assunto, qualquer tema, o Brasil estará entre as dez maiores economias do mundo em qualquer tema, portanto nós temos o direito de reivindicar", disse, convicto, o presidente.

Bilhões
Apesar do custo bilionário de uma Olimpíada - a de Pequim, por exemplo, saiu por US$ 40 bilhões (cerca de R$ 64 bilhões) - o presidente Lula não vê incompatibilidade entre o valor dessa empreitada e o fato de o Brasil ainda ser um país em desenvolvimento.

"Primeiro, um evento da magnitude de uma Olimpíada nós não temos o direito de ficar olhando apenas quanto custa, nós temos que lembrar os benefícios que isso traz para um país do ponto de vista esportivo, do ponto de vista dos investimentos em infra-estrutura", afirmou.

"E muito mais importante, nós temos que lembrar do legado que fica para o povo quando terminar os Jogos", defendeu Lula.

Segundo o ministro dos Esportes, Orlando Silva, para reforçar a candidatura carioca o Brasil submeterá ao Comitê Olímpico Internacional um estudo que avaliará a capacidade das instalações Olímpicas virarem locais para uso da população humilde do Rio.

"O desafio do Rio de Janeiro é mostrar que os Jogos vão deixar um legado para a comunidade", afirmou aos jornalistas brasileiros.

Lula ainda negou que a questão da segurança seja um problema para o Brasil e disse com convicção que "no Brasil não tem terrorismo".

Visita
A visita do presidente Lula à China se encerra nesta sexta-feira. Após a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, ele retorna ao Brasil.

Pela manhã, Lula se encontrou na embaixada brasileira em Pequim com o presidente de Israel, Shimon Peres, e concedeu entrevistas à imprensa internacional.

Na hora do almoço, ele foi recebido pelo presidente Hu Jintao para uma refeição oficial com todos os chefes de Estado presentes na capital chinesa.

À tarde, Lula se encontra com o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, para fazer lobby pelo Rio 2016, e depois participa de uma reunião bilateral com o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, de onde segue para o Estádio Nacional, o Ninho de Pássaro, para acompanhar a cerimônia inaugural.

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