Lula diz que venderá veículos militares para Bolívia conter protestos

Brasília, 17 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que seu país venderá caminhões e ônibus militares à Bolívia e reprimirá a circulação de homens armados na fronteira comum.

EFE |

O objetivo é ajudar o Governo de Evo Morales a combater os protestos que agitam o país há mais de três semanas, destacou .

"O Evo Morales pediu para a gente ver se pode vender caminhões para as tropas dele. Nós vamos tratar de ver se a indústria automobilística brasileira pode produzir, e com uma certa rapidez, alguns caminhões para a Bolívia", afirmou Lula em entrevista à "TV Brasil".

O presidente brasileiro também disse que seu colega pediu "uma ação conjunta da Polícia Federal na fronteira para evitar trânsito de pessoas, de gente com armas, evitar contrabando, evitar o narcotráfico".

Segundo Lula, o ministro da Justiça, Tarso Genro, informou-o de que a Polícia Federal já está atuando para reprimir a circulação indevida de pessoas e mercadorias na fronteira.

"No fundo, no fundo, o Brasil precisa fazer um esforço muito grande porque nós temos mais de 3 mil quilômetros de fronteira com a Bolívia, e nós queremos que ela esteja em paz porque em paz ela vai crescer; em guerra, não", acrescentou o presidente.

"Nem pensar em ingerência brasileira na Bolívia, muito menos tropas", ressaltou Lula em outro ponto da entrevista, esclarecendo que a ajuda oferecida não pode ser interpretada como uma intromissão do Brasil. EFE cm/sc

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