Lula diz que Senado irá aprovar Venezuela no Mercosul

O presidente Lula disse nesta terça-feira que o Senado deve aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul, após meses de debates e adiamentos. Participando em Montevidéu da Cúpula de Presidentes do Mercosul, o presidente disse que a entrada do país liderado por Hugo Chávez agrega escala e complementaridade ao bloco.

BBC Brasil |

Chávez, também presente no encontro, sugeriu que os senadores brasileiros podem votar o assunto nesta quarta-feira.

No final de outubro, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou o protocolo de entrada da Venezuela no Mercosul, mas desde então o tema aguarda votação no plenário da casa - o último passo antes da sanção presidencial.

Argentina e Uruguai já ratificaram o ingresso da Venezuela. O Paraguai espera a decisão do Brasil para votar o protocolo.

Esperança
Também em Montevidéu, em discurso de dez minutos, Lula elogiou as vitórias de Evo Morales, reeleito na Bolívia no último domingo, e de José Mujica, recém-eleito presidente no Uruguai.

"Uruguaios e bolivianos disseram sim a projetos de mudança em proveito dos trabalhadores e excluídos, e também fizeram uma aposta irrevogável no Mercosul e por uma América do Sul mais integrada."
O presidente brasileiro defendeu ainda ações coordenadas dentro do bloco para que os países da região superem a crise financeira internacional, afirmou que a cúpula se realiza "sob o signo da esperança" e destacou a criação de mais de 1 milhão e 300 mil empregos formais.

"Esperamos crescer pelo menos 5%. No Brasil saímos da recessão. Reagimos à crise com mais inclusão e mais emprego."
Lula defendeu também a necessidade de concluir a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum, o imposto que incide sobre mercadorias de fora do Mercosul que circulam entre os países do bloco.

O presidente brasileiro falou ainda da necessidade de aprimorar o Focem - Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul, o fundo destinado a financiar projetos em benefício de economias menores do bloco para reduzir suas assimetrias, que deve alcançar 500 milhões de dólares, beneficiando principalmente o Paraguai e o Uruguai.

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