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Lula diz que Rio une continentes e tem paixão por Olimpíadas

Em seu discurso em defesa da candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, em Copenhague, na Dinamarca, que a identidade do Brasil une todos os continentes e destacou que, para o Brasil, as Olimpíadas serão uma oportunidade sem igual. Essa candidatura não é só nossa.

BBC Brasil |

É também da América do Sul. Está na hora de a pira olímpica ser acesa num país tropical", afirmou Lula, que encerrou seu discurso ressaltando a "paixão do povo brasileiro" pelos esportes.

Foi este também o tema do filme do cineasta Fernando Meirelles apresentado em seguida, com muitas imagens de cariocas recebendo delegações estrangeiras vestindo roupas em cinco cores diferentes pelas ruas da cidade.

A imagem final, das delegações formando os cinco aneis olímpicos na praia de Copacabana, cercadas por milhares de cariocas, foi muito elogiada pelos jornalistas que assistiam à apresentação em Copenhague.

A apresentação brasileira foi aberta pelo presidente honorário da Fifa, João Havelange, que disse "sonhar em ver História sendo feita em 2016".

"Por uma notável coincidência, eu convido a todos os senhores para estar comigo em 2016, em minha cidade, neste novo Brasil para o meu aniversário de cem anos", afirmou Havelange.

Antes do discurso de Lula, outra fita promocional reuniu imagens da Cidade Maravilhosa e apresentações esportivas, sob a trilha sonora de uma versão de Aquele Abraço, de Gilberto Gil.

Além de Lula, discursou também o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, que destacou o fato de 12 Jogos Olímpicos já terem sido realizados na América do Norte, e oito destes, nos Estados Unidos, numa alusão à candidatura de Chicago, considerada a principal rival do Rio.

'Afirmação sobre o futuro'
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participou da apresentação também, para avalizar a saúde financeira do país.

"Nós lhes fornecemos garantias que podem inspirar confiança", disse o economista.

Nuzman encerrou a apresentação brasileira afirmando que a escolha da cidade certa é uma "afirmação sobre o futuro e o que o COI oferece às gerações futuras".

"O Rio oferece ação, não só palavras. O Rio traz um espírito renovado de paixão. Votem no Rio e abrirão um portal para uma população apaixonada."
Em sua apresentação, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, ressaltou que a situação da segurança no Rio "mudou", entre outros graças a uma nova geração de policiais.

"Posso garantir em nome dos três níveis de governo do Brasil que apresentaremos Jogos seguros", afirmou Cabral.

Participaram da cerimônia na Dinamarca ainda Pelé, o nadador deficiente Daniel Dias, vencedor de nove medalhas de ouro nos Jogos de Pequim, a velejadora Isabel Swan e a atleta Bárbara Leôncio.

A única atleta a discursar foi a velejadora, medalha de bronze em Pequim. Ela disse achar "maravilhoso treinar e competir no Rio".

"No Brasil, nós sabemos que o esporte pode transformar vidas, como é o caso do Rei do Futebol, Pelé, do nadador paraolímpico Daniel Dias e da corredora Bárbara Leôncio."
Após a apresentação brasileira, a delegação respondeu a perguntas do COI. A primeira foi sobre a possibilidade de abertura de investigações policiais no Brasil sobre cooperação em casos de doping.

Para responder a uma pergunta sobre a maior importância do legado das Olimpíadas no Rio, foi convocado o governador fluminense.

"O maior legado será para a nossa auto-estima", disse Cabral.

Ao deixar a cerimônia, o escritor Paulo Coelho revelou que antes da apresentação da candidatura do Rio, todos os representantes brasileiros se reuniram e cantaram "Cidade Maravilhosa".

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