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Lula diz que vento frio da xenofobia sopra outra vez na Europa

São Paulo, 24 jun (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o vento frio da xenofobia sopra outra vez na Europa, se referindo às recentes medidas adotadas pela União Européia (UE) para conter a imigração ilegal. O vento frio da xenofobia sopra outra vez suas falsa resposta para os desafios da economia e da sociedade, afirmou Lula em discurso em São Paulo durante um seminário sobre responsabilidade social das empresas. Para o presidente, o grande problema do mundo desenvolvido é o preconceito contra a imigração, é o medo de perder o status quo, é o medo de perder o emprego, é o medo de ter alguém ocupando seu espaço. Isso é um problema extremamente sério em toda a Europa, afirmou.

EFE |

Segundo Lula, esse problema não se combate proibindo-se que os viajem à Europa, mas com medidas de solidariedade para promover o desenvolvimento dos países mais necessitados.

"Hoje, como ontem, o desemprego, a fome e a instabilidade financeira exigem melhor coordenação entre as nações e maior solidariedade entre os povos", acrescentou, ao pedir que a Europa aumente a cooperação com as nações pobres.

Na semana passada, o Governo divulgou um comunicado oficial no qual lamenta que a lei aprovada pelo Parlamento Europeu sobre o retorno dos imigrantes ilegais espalhe "uma percepção negativa da migração".

A polêmica norma do bloco prevê, entre outras medidas, a detenção dos imigrantes ilegais por um período máximo de seis meses antes da expulsão, período que pode se estender por outros 12 meses em casos excepcionais.

"No mundo avançado, no mundo que chamamos desenvolvido, é onde há hoje mais preconceito", disse Lula.

"É uma perplexidade que, passadas seis décadas desde a assinatura do mais ousado compromisso de paz após a Segunda Guerra (a Declaração Universal dos Direitos Humanos), fronteiras marcadas por preconceito e discriminação voltam a circundar os países e a separar os continentes", afirmou.

Lula defendeu os avanços obtidos pelo Brasil na defesa dos direitos humanos, mas reconheceu que ainda "há muito a fazer para que mais negros, mais mulheres e mais pessoas com deficiência ocupem cargos importantes no país". EFE cm/db

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