Brasília, 31 jul (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viaja neste domingo à Argentina, deseja que a poeira da Rodada de Doha se assente e disse que pretende aumentar o processo de integração do Mercosul, informaram hoje fontes oficiais.

"A idéia que o presidente apresentará na Argentina é a de que os mecanismos de integração regional devem ser fortalecidos e que também é preciso prosseguir no caminho da unidade", disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach.

A visita de Lula à Argentina já estava marcada há semanas e será seu primeiro encontro com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, após o fracasso da Rodada de Doha, na qual os dois países mantiveram posições discordantes.

Segundo Baumbach, "as divergências que existiram são naturais" e se deveram a "circunstâncias e políticas de cada um dos países", que não interferem no processo de integração.

Baumbach destacou que "não existe uma política comercial única no Mercosul", bloco também integrado por Uruguai e Paraguai, e disse que, "a idéia que se deve prosseguir na integração está acima de todas as divergências".

O porta-voz afirmou que o fracasso das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) será "certamente um dos assuntos" a serem discutidos por Lula e Cristina, mas esclareceu que não será o "objetivo principal" da visita.

Baumbach disse que Lula "vai enfatizar a necessidade de fortalecimento da cooperação empresarial" entre os dois países, que será inclusive tema de um seminário entre representantes dos setores privados brasileiro e argentino, com a participação dos dois governantes.

Segundo Baumbach, Lula chegará a Buenos Aires na noite de domingo e no mesmo dia participará de um jantar com Cristina e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, na sede da Embaixada brasileira.

Na segunda-feira, além de participar do encontro empresarial, terá uma reunião com Cristina na Casa Rosada e, antes de retornar ao Brasil, participará da abertura de uma exposição do fotógrafo Sebastião Salgado, na sede da representação diplomática. EFE ed/wr/plc

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