Lula diz que perguntas sobre crise financeira têm que ser feitas a Bush

Brasília, 16 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que devem ser dirigidas ao seu colega americano, George W.

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Bush, as perguntas sobre a atual crise financeira, já que, até agora, não há reflexos dela no Brasil.

"Perguntem a Bush", disse Lula quando jornalistas que cobriam seu encontro com o primeiro-ministro da Noruega, Jeans Stoltenberg, o interrogaram sobre a atual crise financeira.

"Até agora, não", acrescentou o chefe de Estado ao ser perguntado se o Brasil já enfrenta os efeitos dessa crise.

Apesar da insistência do Governo brasileiro de que está a salvo da crise financeira internacional causada pela quebra do banco americano Lehman Brothers, ontem, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou com uma queda de 7,59 %, sua maior queda desde 11 de setembro de 2001.

Os investidores do mercado paulista temem que a crise restrinja o crédito para o Brasil, encareça os empréstimos e termine prejudicando o crescimento da economia nacional.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na segunda-feira que o Governo continua apostando no crescimento, apesar da crise internacional.

Além disso, pediu aos investidores que evitem tomar decisões precipitadas na Bovespa.

Segundo Mantega, "Brasil é um porto seguro" em meio à crise, já que o país deverá crescer 5,5% este ano e 4,5% em 2009.

O ministro também disse que a crise é "forte e uma das maiores do mundo capitalista nas últimas décadas". Porém, destacou que "o problema é lá, não aqui".

"O máximo que pode acontecer é uma diminuição do financiamento externo e da arrecadação por exportações", acrescentou.

Por sua vez, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, declarou que o Brasil, com reservas internacionais de mais de US$ 200 bilhões, tem bases sólidas e um colchão para amortecer a crise e superá-la sem problemas. EFE cm/sc

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