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Lula diz que golpe em Honduras é precedente perigoso

TRÍPOLI (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante viagem à Líbia que o golpe que retirou o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, do poder é um precedente perigoso e não será aceito pelo restante da América Latina. Não aceitamos a volta dos golpes na América Latina, disse Lula. Tivemos a experiência dos golpes militares durante os anos 1960 do século passado.

Reuters |

Zelaya foi expulso de Honduras pelos militares no domingo após ter tentado modificar a Constituição para permitir a reeleição presidencial, uma medida que enfrentou oposição do Congresso, dos tribunais e das Forças Armadas.

O golpe despertou a maior crise política na América Central em vários anos.

Lula acrescentou que o governo brasileiro fará tudo que for possível para que a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo o retorno da democracia em Honduras seja estabelecida.

"A democracia significa que você pode retirar seu presidente de madrugada e colocar outro?", disse Lula. "Esse é um precedente perigoso para a comunidade internacional como um todo."

"Nós deixamos de aceitar todas as formas de cooperação com Honduras, porque eles têm que respeitar o processo democrático", disse Lula.

O presidente deu essas declarações em Trípoli na noite de terça-feira, antes de uma cúpula da União Africana que será realizada na cidade de Sirte, casa do líder da Líbia, Muammar Gaddafi.

Lula disse que estava participando da reunião porque o Brasil está cada vez mais interessando nas relações econômicas com a África.

Gaddafi foi eleito presidente da União Africana em fevereiro e tem usado seu mandato para reforçar o poder executivo do bloco.

A Líbia saiu recentemente de anos de isolamento e Gaddafi coroou a si próprio no ano passado o "Rei dos Reis" da África.

O tema oficial da reunião em Sirte é o investimento na agricultura africana, mas os líderes participantes também vão discutir questões como os conflitos na Somália e no Sudão e as eleições em Guiné-Bissau e na Mauritânia.

(Reportagem de Ali Shuaib)

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