Lula defende união de América do Sul e EUA contra narcotráfico

Cairo, 7 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a necessidade de criar um conselho conjunto entre América do Sul e Estados Unidos para combater o tráfico de drogas na região, em entrevista exibida hoje pela emissora de televisão Al Jazira.

EFE |

"Proponho criar um conselho entre América do Sul e EUA para combater o narcotráfico no qual todos (os Estados) participem, sem a necessidade de que chegue um país rico que nos diga que deseja desdobrar seus soldados dentro de outro país para vigiar o narcotráfico", disse Lula ao canal de televisão catariano.

Lula já tinha expressado esta ideia durante a visita que fez em meados de março aos EUA.

Na entrevista, traduzida ao árabe, o presidente brasileiro afirmou que deseja que os "EUA tenham bons laços com Venezuela, Argentina, Brasil e Chile", e que "não só se limitem a combater o narcotráfico na Colômbia ou a doar fundos para combater o tráfico de drogas na Bolívia".

Lula afirmou que, após sua visita a Washington, em março, saiu com uma boa impressão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"Acho que ele (Obama) será o primeiro presidente americano com uma visão livre de hegemonia em seu tratamento para com a América Latina", afirmou o presidente na entrevista, de meia hora de duração.

Por outro lado, Lula manifestou seu desejo de que Obama e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se encontrem durante a Cúpula das Américas, prevista para ocorrer entre os dias 17 e 19 deste mês em Trinidad e Tobago.

"Espero que Obama e Chávez se reúnam, e agora têm a oportunidade em Trinidad e Tobago durante a Cúpula das Américas; desejo que seja uma boa reunião", afirmou o presidente brasileiro.

Lula explicou que "Chávez sempre pensou que o Governo dos EUA esteve por trás do golpe de 2002, por isso sua visão em relação aos laços com Washington se radicalizaram".

Ele contou que tentou fazer uma mediação entre as duas partes, às quais pediu que tentassem iniciar um diálogo, já que "a polêmica verbal entre ambos não tem bons efeitos políticos".

"Não conheço os detalhes de tudo o que Chávez nem os americanos dizem, mas sei que os dois países são muito próximos entre si", disse Lula, que lembrou que a Venezuela vende 85% do petróleo que produz aos EUA. EFE aj/db

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