Rio de Janeiro, 1º mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje os congressistas que usaram recursos públicos para pagar as passagens aéreas de suas mulheres quando estas os acompanharam em viagens a Brasília.

"Não acho que seja crime um deputado levar sua mulher para Brasília. Não considero crime um deputado dar uma passagem a um líder sindical para ir a Brasília (participar de debate)", afirmou o chefe de Estado em declarações à imprensa no Rio de Janeiro.

Apesar de ter condenado as viagens de parlamentares e familiares ao exterior, Lula qualificou como "hipócrita" o escândalo que surgiu no país pelas denúncias de que legisladores usam indiscriminadamente e até vendem as passagens a que têm direito e que são financiados com recursos públicos.

"É um debate hipócrita. Na medida que não era proibido, as pessoas faziam (as viagens). O problema do Brasil não é esse. Esse é um problema que pode ser corrigido por uma decisão da mesa diretora do Congresso", disse Lula.

O governante admitiu que quando era deputado convocava líderes sindicais para debates no Congresso, cujas passagens eram administradas por seu gabinete.

"Graças a Deus nunca levei um filho meu à Europa com essas passagens, mas não acho que seja um crime um deputado levar a mulher a Brasília", afirmou o presidente.

Lula reclamou o fato de o escândalo ter paralisado as votações no Congresso e adiado a discussão e a aprovação de projetos de lei importantes e de interesse para o país. EFE cm/sc

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