Lula defende isolamento de Honduras até retorno de Zelaya

Brasília, 29 jun (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o total isolamento político de Honduras até que o chefe de Estado democraticamente eleito no país, Manuel Zelaya, retorne ao poder.

EFE |

Em declarações a jornalistas, Lula reiterou hoje sua condenação ao golpe militar em Honduras e assegurou que aceitá-lo seria abrir um perigoso precedente na América Latina.

Para o presidente, a proposta de Zelaya de convocar um referendo para reformar a constituição não é nenhum crime.

"Considero que o isolamento de Honduras, enquanto não tenha um presidente democraticamente eleito no poder, é uma decisão de todos os foros da América Latina", afirmou Lula em declarações concedidas após uma cerimônia na Presidência.

"Penso que todos os companheiros da América do Sul, da América Latina, assim como os dos Estados Unidos e México estão de acordo em que não é possível aceitar isso. A OEA (Organização dos Estados Americanos) não aceita", acrescentou o presidente.

"Não podemos permitir que, em pleno século XXI, tenhamos um golpe militar na América Latina. É inaceitável. Caso contrário, daqui a pouco isso vira moda outra vez", afirmou.

Lula também questionou os motivos do Congresso e da Suprema Corte de Honduras para substituir Zelaya.

"O presidente queria promover um referendo. Qual é o medo de escutar a vontade do povo?", perguntou.

"Não importa que haja divergência interna. As divergências se resolvem com debate democrático", afirmou Lula.

O presidente disse que já conversou sobre a situação em Honduras com outros chefes de Estado da região e que ainda não decidiu se convocará o embaixador brasileiro de volta, o que representaria a ruptura das relações entre ambos os países.

Segundo Lula, esses assuntos estão sendo analisados pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. EFE cm/bba

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