O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, na Assembléia-Geral das Nações Unidas, a ampliação e a reforma do Conselho de Segurança da ONU, para que o mundo possa enfrentar melhor no futuro suas crises, inclusive financeiras.

"Apenas os instrumentos legítimos e eficazes podem garantir a segurança coletiva", disse o presidente ao inaugurar a Assembléia Geral da ONU.

"Há quinze anos, as Nações Unidas discutem sobre a reforma do Conselho de Segurança. A estrutura de hoje está paralisada há seis décadas e não é adaptada aos desafios do mundo de hoje", destacou Lula da tribuna da ONU.

"Sua forma de representação parcial é um obstáculo para o mundo multilateral ao qual aspiramos", afirmou Lula, que defende a presença permanente do Brasil em um Conselho de Segurança da ONU ampliado.

O presidente brasileiro felicitou a decisão da Assembléia Geral de pedir o início das negociações, antes de 28 de fevereiro, sobre a ampliação do Conselho.

O líder francês, Nicolas Sarkozy, reforçou a posição de Lula destacando que "não podemos governar o mundo do século XXI com instituições do século XX".

"Que as grandes potências de hoje e as de amanhã se unam para assumir juntas as responsabilidades que lhes confere seu peso nos assuntos do mundo", disse Sarkozy, que defendeu que as instituições internacionais "tenham mais coerência, sejam mais representativas, mais fortes e mais respeitadas".

Segundo Sarkozy, "ampliar o Conselho de Segurança e o G8 não é apenas uma questão de eqüidade, também é uma condição para se atuar com eficiência".

Já o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, estimou que "não podemos esperar mais" pelas reformas na ONU. "Poderemos enfrentar as ameaças de amanhã se, e somente se, o Conselho de Segurança refletir o mundo de forma apropriada".

Steinmeier reafirmou que a Alemanha é candidata a membro permanente de um Conselho ampliado.

A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução na semana passada que solicita aos Estados membros o início de negociações, antes de fevereiro, sobre uma ampliação do Conselho de Segurança, que atualmente tem 15 membros, sendo cinco permanentes e com direito a veto: China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia.

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