Lula defende acordo internacional para enfrentar crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira um acordo internacional para enfrentar a crise econômica deflagrada nos países desenvolvidos mas que afeta os emergentes.

AFP |

"Esta crise adquiriu um caráter sistémico e estrutural e não poderá ser contida sem um esforço de coordenação internacional", disse Lula na Cúpula Ibero-Americana de San Salvador.

"Este esforço de coordenação será ineficaz e injusto se não levar em conta os países em desenvolvimento", destacou o presidente, que pediu uma "refundação dos mecanismos de governança mundial, com mais participação dos países em desenvolvimento".

Lula assistirá no dia 15, em Washington, a reunião dos líderes do Grupo dos 20; um clube que congrega o Grupo dos Oito países mais industrializados do mundo e vários emergentes; entre eles Brasil, Argentina e México.

O presidente afirmou que "é preciso repensar os organismos financeiros internacionais para lhes dar a indispensável capacidade regulatória".

"No final das contas todos somos vítimas do comportamento irresponsável daqueles que especulam com esperanças e vendem ilusões".

O presidente afirmou que por culpa da crise, o crédito foi reduzido e isto causou sérios prejuízos ao desenvolvimento, e advertiu que "de imediato, é preciso permitir que os fluxos de crédito voltem a lubrificar os canais do comércio internacional".

"É o que estamos fazendo no Brasil", disse Lula, cujo governo abriu linhas oficiais de crédito para financiar o comércio exterior e estimular a agricultura e a construção civil.

"A conclusão que tiramos é que só poderemos responder à crise com mais integração econômica, mais comércio justo, com menos distorções e menos subsídios".

Lula disse ainda que o Brasil segue apostando na conclusão da Rodada de Doha para a liberalização do comércio mundial.

gm/LR

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