Rio de Janeiro, 21 dez (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o acordo alcançado na cúpula das Nações Unidas sobre a mudança climática em Copenhague (COP15), e mostrou-se otimista em relação à próxima reunião, que acontecerá no México em 2010.

"O acordo alcançado entre Estados Unidos, China, Índia, África do Sul e Brasil solucionou o problema da (substituição do Protocolo de) Kioto", disse Lula no programa de rádio "Café com o Presidente".

O chefe de Estado destacou que, "até o encontro no México", será possível chegar a um acordo para "definir uma política mundial" que permita frear o aquecimento global.

Lula disse que, depois da cúpula de Copenhague, ficou um sentimento de que os governantes "vão ter sempre entre suas prioridades" a questão da luta contra a mudança climática.

O presidente aproveitou para criticar os países industrializados, que, segundo disse, são os "mais culpados" pelo aquecimento global.

Para o governante, a meta de redução apresentada pelos Estados Unidos, de 4% em relação aos níveis de 1990, foi "muito pequena", e encorajou outros países ricos a reduzir suas pretensões.

"Os Estados Unidos, ao tomarem essa atitude, fizeram com que muitos países europeus e o Japão quisessem acabar com (o Protocolo de Kioto) sem deixar nada em seu lugar, para que não tivessem mais compromissos com metas nem com financiamento, o que é muito grave", concluiu Lula.

O presidente também declarou que, durante a cúpula, o Brasil "foi reconhecido como a nação que apresentou a melhor proposta" de redução de emissões.

Em Copenhague, o país se propôs, até 2020, a reduzir entre 36,1% e 38,9% de suas emissões, sempre em relação aos níveis de 1990.

Esta meta passa por uma redução de 80% do desmatamento da Amazônia, a principal fonte de emissão de gases estufa no Brasil.

Como lembrou Lula nesta segunda-feira, a proposta foi aprovada pelo Congresso como lei, por isso virou uma "obrigação" que os próximos presidentes terão que cumprir. EFE mp/sc

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