Lula defende ação coordenada para enfrentar crise

O presidente Luiz Inácio da Silva disse neste sábado que é hora de uma ação coordenada para enfrentar a crise econômica mundial, mas que o exemplo deve partir dos países ricos. Lula fez o discurso de abertura da reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20, em São Paulo.

BBC Brasil |

"Nenhum país está a salvo da crise financeira", disse o presidente, ao afirmar que é preciso evitar a ameaça de uma recessão generalizada, com perda de empregos e aumento da pobreza.

"Essa é uma crise global e exige soluções globais", disse.

"A economia mundial atravessa seu momento mais grave em décadas. Medidas tomadas pelos governo impediram o pior, mas ainda há muito a fazer", disse.

Preparatória
Lula voltou a afirmar que é necessário reformar o sistema financeiro internacional e fortalecer a revisão e a regulação dos mercados financeiros.

A reunião que ocorre neste sábado e domingo é preparatória para um encontro de chefes de Estado dos países do G20, no dia 15, em Washington.

Do encontro em São Paulo, sairão sugestões que serão discutidas pelos líderes capital americana.

Lula afirmou que é preciso aumentar participação países em desenvolvimento nos mecanismos decisórios.

"A contribuição dos países emergentes é essencial", disse o presidente.

Entre as propostas a serem apresentadas pelos países emergentes estará a de que o G20 passe a ser formado por chefes de Estado e deixe de ser um órgão de reflexão, como é hoje, para ter atuação mais direta nas crises.

G7 ampliado
Outra opção seria ampliar o G7 (grupo que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo) de modo a incluir os países emergentes.

Segundo Lula, "mesmo para os países mais preparados, como o Brasil, os empréstimos ficaram mais caros".

O presidente disse que um dos efeitos mais preocupantes da crise será sentindo no comércio, mas que "os países devem evitar a tentação" do protecionismo.

De acordo com Lula, é importante aprofundar a integração regional e retomar as negociações para um acordo na Rodada Doha de liberalização do comércio mundial.

O presidente voltou a afirmar que, apesar da crise o governo brasileiro "não permitirá que crescimento seja comprometido".

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