Lula decreta três dias de luto pelas vítimas brasileiras do terremoto no Haiti

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto no qual fixou três dias de luto em memória dos brasileiros mortos no Haiti, vitimas do terremoto que atingiu 7 graus na escala Richter e devastou a capital do país, Porto Príncipe. A informação é do Blog do Planalto.

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

O tremor matou ao menos 11 militares brasileiros que serviam na força de paz da ONU no Haiti e a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança. As mortes dos militares foram divulgadas pelo Comando do Exército brasileiro.

Duas aeronaves de transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) devem decolar no início da noite desta quarta-feira, do Rio de Janeiro para Porto Príncipe, levando a bordo 22 toneladas de suprimentos para as vítimas do terremoto. Segundo a FAB, são 11 toneladas de água e 10 toneladas de alimentos de primeira necessidade.

A FAB informou nesta tarde que está pronta para estabelecer uma ponte-aérea Brasil-Haiti para levar alimentos, remédios e água. Mais de 1.200 militares brasileiros integram a missão de paz da ONU. Oito aviões de transporte foram colocados à disposição para apoiar o envio de ajuda humanitária.

Zilda Arns

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, afirmou nesta quarta-feira que Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, integra uma seleta galeria de pessoas como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce. São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo, disse em nota. 

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns morreu durante o terremoto que devastou a capital do Haiti, Porto Príncipe. Zilda cumpria agenda de palestras sobre o trabalho da Pastoral da Criança e do Idoso por várias regiões da América Central. 

Cezar Britto lembrou que foi colega da médica no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Sua morte desfalca os que travam o bom combate, de que falava São Paulo, e enluta não apenas o Brasil, em que era peça-chave no desenvolvimento de políticas sociais, mas toda a América Latina, a que também estendia o manto de sua generosa ação humanitária, afirmou.

Leia a nota

"A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo.

Raras são as pessoas desse quilate espiritual, capazes de renúncias desse porte. Zilda Arns inclui-se numa seleta galeria de seres humanos integrais, em que figuram personagens como Madre Teresa de Calcutá e Irmã Dulce.

São pessoas que melhoram o mundo e seu tempo e impedem que o ser humano descreia de si mesmo. São beneméritas da humanidade, cuja biografia vale por um tratado de direitos humanos.

Fui seu colega no Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e tive o privilégio de com ela conviver. Sua morte desfalca os que travam o bom combate, de que falava São Paulo, e enluta não apenas o Brasil, em que era peça-chave no desenvolvimento de políticas sociais, mas toda a América Latina, a que também estendia o manto de sua generosa ação humanitária. 

Cezar Britto

Presidente do Conselho Federal da OAB"

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