Lula critica ocupação israelense e pede fim de embargo

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira a ocupação e o embargo israelenses aos territórios palestinos e defendeu a derrubada do muro que atravessa a Cisjordânia ocupada. Em jantar com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em Belém, na Cisjordânia, Lula voltou a defender a criação de um Estado palestino viável e próspero.

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"Sabemos qual o primeiro desafio nessa caminhada: vencer o bloqueio que vem sofrendo o povo palestino", afirmou Lula, segundo nota do Palácio do Planalto.

"O Brasil está comprometido com a luta pelo fim desse embargo e do conflito que está na sua origem".

Israel e Estados Unidos lideram um embargo imposto em 2006 aos palestinos após a vitória do Hamas em eleições parlamentares palestinas. O bloqueio foi intensificado após a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo militante islâmico, em 2007.

Lula criticou o muro construído por Israel e que, em Belém, isolou comunidades e bloqueou ruas e estradas.

"O muro de separação cobra um alto preço em termos de sofrimento humano e materiais. Divide famílias, afasta amigos, desarticula a produção e consequentemente assusta o investimento", disse ele.

"A derrubada do muro será apenas um primeiro passo para reverter anos de asfixia e destruição".

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), entre 50 por cento e 75 por cento das terras usadas por palestinos para agricultura foram confiscadas por Israel para a construção da barreira.

Antes de chegar a Belém, Lula visitou o museu do Holocausto, em Jerusalém, onde afirmou que não se pode, "em hipótese alguma", permitir a repetição de evento semelhante.

Lula iniciou sua viagem ao Oriente Médio por Israel no domingo e se tornou o primeiro presidente brasileiro a visitar o Estado judeu. Na quarta e quinta-feira, ele estará na Jordânia.

Entre os temas internacionais tratados pelo presidente, além da retomada de negociações israelo-palestinas, está a disposição do Brasil de contribuir para o processo de paz no Oriente Médio.

(Por Hugo Bachega)

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