Lula convoca cúpula latino-americana para dezembro

Brasília, 23 jul (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje para o primeiro-ministro de Trinidad e Tobago, Patrick Manning, que decidiu convocar uma cúpula de países da América Latina e Caribe, para debater sobre integração e desenvolvimento.

EFE |

Segundo disse Lula em Brasília, a reunião será realizada em Salvador entre os dias 16 e 17 de dezembro, imediatamente depois da reunião semestral do Mercosul, que é formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.

"Por sua proximidade, Trinidad e Tobago é quase um país sul-americano e, portanto, um parceiro natural e estratégico", assim como uma "porta" para o Caribe, declarou Lula.

Segundo o presidente, Trinidad e Tobago "tem um papel decisivo nos esforços do Brasil para aprofundar o diálogo com o Caribe, por sua pujança econômica, industrialização e potencial energético".

Lula disse que a Comunidade de Países do Caribe (Caricom) é "um excelente exemplo de como a união faz a força" e de como "um conjunto de nações faz valer seus interesses e suas posições".

O presidente explicou que "isso já está sendo feito no Mercosul e na União de Nações Sul-americanas (Unasul)", mecanismos que "estão fazendo da integração na América do Sul uma realidade, baseada na solidariedade, no respeito à soberania nacional e nas diferenças".

No entanto, assinalou que "essa integração deve estender-se para a América Central, rumo ao México e ao Caribe", em busca de uma "verdadeira integração latino-americana e caribenha", que "ajude a superar uma pesada herança de desigualdades".

O presidente brasileiro ressaltou que, "com esse espírito", decidiu "convocar todos os países da América Latina e o Caribe para uma cúpula sobre integração e desenvolvimento, em Salvador, nos dias 16 e 17 de dezembro".

Segundo Lula, será uma oportunidade inédita para que a América Latina e o Caribe discutam como coordenar melhor os diferentes processos de integração que existem em ambas as regiões, o que, para o presidente, passa necessariamente pela conclusão de um acordo comercial entre o Mercosul e a Caricom. EFE ed/rr

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