Trípoli (Líbia), 30 jun (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou com firmeza o golpe de Estado em Honduras e afirmou que é preciso fazer os golpistas verem que a democracia tem que ser respeitada.

Lula chegou nesta terça-feira a Trípoli, onde amanhã participa de uma cúpula da União Africana (UA). Em declarações à Agência Efe logo após seu desembarque, o presidente disse que o embaixador do Brasil em Tegucigalpa foi retirado em protesto contra o golpe.

Ainda segundo o chefe de Estado, todos os projetos de cooperação no país centro-americano serão congelados.

"O que aconteceu em Honduras foi um ato insano. Parte dos políticos hondurenhos perdeu a cabeça. Como é possível derrubar um presidente eleito democraticamente de madrugada e deportá-lo para outro país?", perguntou Lula.

Além de ressaltar que "o mundo todo está contra" o ocorrido em Honduras, o presidente destacou o fato de a Organização dos Estados Americanos (OEA), os Estados Unidos, a ONU e a União Europeia (UE) terem condenado o golpe.

"Não podemos admitir mais golpes militares em nosso continente.

Já passamos muito por isso nos anos 60 e estamos muito longe de tudo isso", afirmou.

Lula disse que o Brasil cumprirá tudo o que a ONU decidir para restabelecer a democracia em Honduras. Declarou ainda que o sistema democrático "deve ser levado até suas últimas consequências". EFE fa/sc

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