Lula conclui visita à Guatemala em restaurante popular

Feijão, arroz e carne foi o prato do almoço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu colega guatemalteco, Álvaro Colom, em um restaurante popular, no último ato oficial de Lula na Guatemala.

AFP |

O presidente foi ao restaurante popular para provar um prato tradicional guatemalteco, conhecido como 'hilachas', feito com carne bovina desfiada.

Situado no centro da capital, onde trabalham muitos vendedores ambulantes e a pobreza é visível, o restaurante foi cercado por severas medidas de segurança, mas Lula dividiu o local com dezenas de guatemaltecos que almoçavam.

A presença de Lula modificou o fluxo normal e dezenas de pessoas foram obrigadas a esperar para entrar no restaurante, onde o almoço custa 40 centavos de dólar e é subsidiado pelo governo.

O restaurante popular, o primeiro dos três que funcionam na capital guatemalteca, entrou em atividade no dia 10 de setembro de 2008, e foi baseado em um programa brasileiro semelhante.

Antes do almoço, os dois presidentes visitaram as chamadas "Escolas Abertas" - outro projeto inspirado no Brasil -, no município de Villa Nueva, 22 km ao sul da capital, sendo recebidos por centenas de estudantes, bandas escolares e grupos de teatro estudantil.

Em sua mensagem à juventude, Lula destacou que as "Escolas Abertas" servirão para "despertar a criatividade dos jovens", e pediu aos governos da região que copiem o projeto para criar uma "revolução cultural".

"Será uma revolução que vai transformar a América Latina, a Guatemala, o Brasil, nossos países, onde a juventude está exigindo ser tratada com dignidade".

"Não poderia receber um presente melhor da Guatemala que visitar esta Escola Aberta. Achei que estava no Brasil ao ver este grupo dançar samba", disse Lula sobre uma das apresentações de alunos.

O presidente anunciou um crédito de 99 milhões de dólares à Guatemala, para ser usado na compra de aviões contra o narcotráfico e no sistema de navegação aérea.

Lula prometeu agir com as empresas brasileiras para que invistam em projetos energéticos, como hidrelétricas e a exploração de petróleo e gás, tanto em terra como no mar.

ec/LR

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