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Lula chega à Holanda em busca de recursos para o PAC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta quarta-feira a Haia, na Holanda, primeira escala de uma viagem oficial de três dias que incluirá uma visita à República Tcheca. Entre os objetivos da visita está a atração de recursos para obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principalmente para as áreas naval e aeroportuária, em que os Países Baixos demonstram excelência.

BBC Brasil |

Por volta das 17h30 locais (12h30 de Brasília), o presidente desembarcou no aeroporto de Roterdã, acompanhado dos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, do secretário-geral Luiz Dulci e Pedro Brito, secretário especial de Portos.

Durante a visita, o presidente assinará com os Países Baixos - o Itamaraty prefere utilizar o termo mais amplo para não ferir o brio das dez províncias neerlandesas que não se localizam dentro da rica 'Holanda' geográfica - memorandos de entendimento nas áreas de biocombustíveis, bioenergia, educação superior e portos, entre outras.

A viagem é uma retribuição à visita oficial que a rainha Beatrix fez ao Brasil em 2003, a primeira de um chefe de Estado dos Países Baixos a Brasília.

Em Haia, sede do governo neerlandês, Lula terá encontros oficiais com o primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende, e com os presidentes das Câmaras alta e baixa do Parlamento do país. Já na capital Amsterdã, centro econômico da Holanda, Lula participará de seminários empresariais e de temas globais.

Investimentos
Os Países Baixos vêm ocupando, nos últimos anos, as primeiras posições no ranking de investidores externos no Brasil. Lideraram a lista em 2002, 2004 e no ano passado, segundo o Itamaraty.

Em 2007, empresas holandesas investiram US$ 8,1 bilhões no Brasil, o equivalente a 23,6% dos US$ 34,3 bilhões de investimentos externos diretos no país, de acordo com dados oficiais.

Os Estados Unidos vieram em segundo, com US$ 6 bilhões, seguidos pelo paraíso fiscal de Luxemburgo (US$ 2,9 bilhões), Espanha (US$ 2,2 bilhões) e Alemanha (US$ 1,8 bilhão).

Igualmente importante, a corrente de comércio entre os dois países indica o quanto o Brasil está na mesa dos holandeses. No ano passado, o Brasil vendeu o equivalente a US$ 8,84 bilhões para os Países Baixos, grande parte em produtos agrícolas: soja, óleo de soja, carnes de boi e de frango, café, suco de laranja, uvas frescas.

Só a soja em grão rendeu um em cada dez dólares exportados, sem contar as vendas de óleo de soja e dos resíduos desse processo. As exportações de petróleo e outras matérias-primas também fazem parte desta pauta de exportação.

Na mão oposta, os holandeses venderam apenas US$ 1,1 bilhão ao Brasil em 2007, em produtos como óleo diesel e querosene de aviação, medicamentos, produtos químicos e papel para jornal.

República Tcheca
Na segunda escala da viagem, o presidente vai à República Tcheca. A primeira visita oficial de um presidente brasileiro a Praga desde o fim da Tchecoslováquia será uma tentativa de impulsionar uma relação que permanece distante, embora existam laços comuns.

O Brasil é o principal parceiro comercial da República Tcheca na América Latina, mas os números são baixos: o intercâmbio comercial foi de apenas US$ 335 milhões em 2007, com uma desvantagem de US$ 214 milhões para o lado brasileiro. A presença de empresas brasileiras na República Tcheca é imperceptível.

Ainda assim, a embaixadora do Brasil em Praga, Leda Lúcia Camargo, ressalta que os tchecos são os principais compradores europeus do vinho produzido no Sul do Brasil, e que o ex-presidente Juscelino Kubitschek simboliza os laços existentes entre migrantes dos dois países. Em 2006, durante uma visita a Brasília, o então primeiro-ministro tcheco, Jiri Paroubek, visitou o memorial do ex-presidente na capital federal.

A tentativa de aproximação se dá meses antes de a República Tcheca assumir a Presidência da União Européia, em janeiro do ano que vem, quando ainda devem prosseguir as negociações para um acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul.

Lula assinará com o presidente tcheco, Václav Klaus, um acordo de cooperação econômica e industrial para substituir os que ficaram obsoletos com a separação da República Tcheca e da Eslováquia, e fará sua tradicional promoção do PAC, visando a investimentos que poderiam vir, por exemplo, da "importante" indústria pesada tcheca, nas palavras da embaixadora brasileira.

Ela disse que o último presidente brasileiro a realizar uma visita oficial a Praga foi Collor de Mello, em 1991. Em 1994, Fernando Henrique Cardoso esteve no país como presidente eleito.

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