Lula chega a Caracas para debater com Chávez relação bilateral

Caracas, 27 jun (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou hoje a Caracas para debater as relações bilaterais e regionais com o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, em um novo dia de encontros trimestrais acertados por ambos. Lula foi recebido por Chávez por volta do meio-dia no palácio presidencial de Miraflores, onde se completou a cerimônia militar de boas-vindas, transmitida em rede nacional obrigatória de rádio e televisão. Eles não fizeram declarações à imprensa.

EFE |

Durante as cerca de cinco horas que durará a visita, Lula e Chávez repassarão a agenda bilateral "dinâmica, intensa e extensa", segundo destacou na quinta-feira o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro.

O ministro afirmou que, no encontro, parte do qual está previsto que ocorra na sede da Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA), serão debatidos diversos projetos industriais, principalmente em matéria energética, entre ambos os países.

Segundo fontes oficiais, ao término da reunião dos presidentes na PDVSA serão assinados vários acordos bilaterais.

No âmbito regional, espera-se que Chávez transfira a Lula os temores que reconheceu publicamente de que no fim da gestão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se intensifique o que define como "feroz campanha" contra a Administração venezuelana.

Também estará na agenda o drama dos seqüestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo guerrilheiro ao qual o presidente venezuelano pediu recentemente que liberte os reféns "em troca de nada".

Chávez e Lula analisarão a repercussão da proposta desse último de criar um Conselho de Defesa dentro da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Igualmente, debaterão a adesão da Venezuela como membro pleno do Mercosul, pendente da aprovação dos Congressos brasileiro e paraguaio.

Sobre projetos bilaterais, em Brasília e Caracas foi informado que os dois presidentes insistirão nos temas industriais, agrícolas, educativos e energéticos.

Os principais no último setor apontam para a comercialização de gás venezuelano no norte do Brasil e a ampliação da interconexão elétrica inaugurada em 1999 entre Roraima e Bolívar (Venezuela).

Além disso, a refinaria que começou a ser construída em Pernambuco em setembro, sem que então se concretizasse a participação venezuelana no projeto, avaliada em US$ 4,5 bilhões, que desde 2010 terá capacidade para processar 200 mil barris diários de petróleo. EFE ar/db

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