Lula buscará aproximar posições com a Itália diante da reunião do G20 nos EUA

Brasília, 9 nov (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutirá a partir de amanhã com autoridades italianas uma possível postura comum diante da reunião que o G20 realizará no próximo sábado, em Washington, para discutir a crise financeira global.

EFE |

Lula iniciará nesta segunda-feira uma visita oficial a Roma, que terminará na próxima quarta-feira, e na quinta-feira terá uma audiência com o papa Bento XVI no Vaticano, para ir depois diretamente para a capital dos Estados Unidos.

A visita estava programada há meses, mas fontes oficiais disseram que, diante da nova conjuntura, será uma oportunidade para analisar uma possível saída para a crise financeira e aproximar posições diante do próximo encontro do G20, grupo formado por países desenvolvidos e emergentes, incluindo Brasil e Itália.

A visão do Brasil diante da crise foi reiterada no sábado por Lula, na inauguração de uma reunião ministerial do G20 em São Paulo.

Segundo o presidente, as dimensões da crise pedem uma resposta global e coordenada, e uma reforma que "aumente a transparência, com novos mecanismos universais de revisão das políticas internas dos mercados financeiros".

Além disso, sustentou que a elaboração dessa reforma deve contar com os países em desenvolvimento, que "precisam aumentar sua participação nos mecanismos decisórios da economia mundial".

As primeiras discussões em Roma sobre esse assunto serão amanhã entre Lula e com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, com quem o brasileiro se reunirá no Palácio do Quirinale.

Nessa reunião, também serão analisadas fórmulas para dinamizar o comércio bilateral, que duplicou desde 2003, até US$ 8 bilhões no ano passado.

Lula também visitará amanhã autoridades do Parlamento e, na terça-feira, após comparecer a um seminário sobre economia e democracia, será recebido pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, para uma reunião de trabalho.

Além da análise da crise financeira, Lula deve assinar com Berlusconi acordos bilaterais nas áreas de defesa, infra-estrutura, tecnologia espacial, saúde e veterinária.

Após o encontro com Berlusconi, Lula participará de uma reunião de empresários dos dois países e oferecerá, na sede da Embaixada do Brasil, um jantar em honra a Napolitano.

Na quarta-feira, visitará o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e receberá personalidades da política, economia e cultura italianas na sede da Embaixada do Brasil.

No dia seguinte, será recebido em audiência privada pelo papa Bento XVI no Vaticano, em sua primeira visita de Estado à Santa Sé.

Segundo fontes oficiais, Lula e Bento XVI terão uma "agenda aberta", que incluirá assuntos de interesse para ambos os Estados, como "a solidariedade com os países mais pobres, o combate à fome e à pobreza, os esforços pela paz, o respeito aos direitos humanos e as migrações".

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou que, dentro dessa visita, será assinado um acordo bilateral com o Vaticano, relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, que ambos os Estados discutem há mais de quatro anos.

Após seu encontro com Bento XVI, Lula viajará de Roma para Washington, onde, no sábado, se reunirá com os líderes do G20. EFE ed/an

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