Lula assinará acordos em próxima visita à China, anunciou Pequim

Pequim, 7 mai (EFE).- O Governo chinês anunciou hoje que, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, de 18 a 20 de maio, os dois países assinarão uma série de acordos em diversas áreas.

EFE |

Lula dialogará com o presidente da China, Hu Jintao, sobre "como aprofundar na associação estratégica entre os dois países e ampliar sua cooperação em vários setores. Também assinarão vários documentos de cooperação", informou um porta-voz da Chancelaria chinesa, Ma Zhaoxu, durante uma entrevista coletiva.

Embora Ma não tenha revelado mais detalhes sobre estes acordos, o embaixador brasileiro na China, Clodoaldo Hugueney, disse à imprensa local que a visita de Lula trará resultados em comércio, investimento e cooperação, e anunciou que os dois países assinarão um acordo por cinco anos.

Além disso, está previsto um projeto de cooperação sino-brasileiro em satélites.

Lula e Hu mantiveram em um encontro em Londres durante a última cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), no qual decidiram impulsionar a cooperação comercial e econômica bilateral para enfrentar a crise financeira global.

A China se transformou no principal parceiro comercial do Brasil, após superar este ano os Estados Unidos, depois de os chineses adquirirem grandes quantidades de soja e minério de ferro brasileiros.

Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro, no ano passado, o Brasil aumentou suas exportações de soja à China em 389,1%, transformando o país asiático no principal comprador de seus produtos agrícolas, com 11% das exportações totais do setor.

Em 2008, o volume de comércio entre Brasil e China cresceu mais de 81%, até US$ 42,54 bilhões, segundo dados oficiais chineses.

Hugueney acrescentou que espera-se que China aumente seus investimentos no Brasil com a visita de Lula.

"Apesar do crescimento em nosso volume comercial, o investimento chinês no Brasil é ainda muito pequeno", disse Hugueney, indicando o setor de construção de infraestruturas como um objetivo desejável.

Esta será a segunda visita de Estado de Lula à China, depois da realizada em 2004, mas, desde então, os dois líderes se reuniram em outros formatos diplomáticos e em reuniões multilaterais em outros países.

A visita de Lula à China lembrará os 35 anos de relações diplomáticas e faz parte da viagem que realizará de 16 até 23 de maio, e que incluirá Arábia Saudita e Turquia. EFE mz/an

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