Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Lula anuncia ao G8 disposição do Brasil para acordo na Rodada de Doha

Miguel F. Rovira Toyako (Japão), 9 jul (EFE).

EFE |

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva espalhou otimismo hoje na cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia), ao anunciar a disposição do país em alcançar um acordo na Rodada do Desenvolvimento de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Lula transmitiu essa mensagem otimista ao primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, durante a reunião bilateral que mantiveram durante a cúpula que o G8 realizou na ilha japonesa de Hokkaido.

Segundo o presidente, a disposição para um acordo nas negociações multilaterais sobre o comércio global inclui a parte dos subsídios agrícolas, ponto de atrito nas conversas com os líderes das economias emergentes.

"O presidente Lula quer desbloquear as negociações" dentro da OMC, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, em entrevista coletiva.

Brown disse que o sinal dado por Lula é crucial diante das negociações que alguns países-membros da OMC, entre eles Brasil, Índia e Estados Unidos, realizarão a partir da terceira semana de julho, em Genebra (Suíça).

"A reunião ministerial da OMC convocada para 21 de julho pelo secretário-geral oferece a todos a oportunidade de um acordo sobre os elementos básicos de um pacote, que seja tanto equilibrado quanto orientado para o desenvolvimento", afirmaram Brasil e Reino Unido, em comunicado conjunto.

Em sua mensagem, acrescentaram que, "após meses de duro trabalho e detalhadas negociações, agora estamos mais perto do que nunca do acordo. Mas a janela para alcançar o acordo é pequena e está se fechando. O tempo para as negociações técnicas chega ao final. As decisões-chave são atualmente políticas".

"Estamos convencidos de que, em um momento no qual existe uma incerteza econômica global e os preços dos alimentos sobem, devemos abrir os mercados e ampliar o comércio, em vez de recorrer ao protecionismo", afirmaram os países.

Brown disse que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, destacou durante a reunião do G8 com as cinco economias emergentes que quer um grande avanço nas negociações sobre a liberalização do comércio global, e solicitou ao Brasil que faça tudo o possível para alcançar isso.

A França é um dos países que se mostrou mais reticente a que a União Européia (UE) aprove cortes dos subsídios agrícolas.

Os líderes do Brasil, China, México, Índia e África do Sul, consideradas as maiores economias emergentes, se reuniram hoje com os chefes de Estado e Governo do Grupo dos Oito.

Os subsídios agrícolas foram hoje o maior ponto de atrito durante a reunião no Japão entre os líderes dos países ricos do G8 e das cinco economias emergentes.

Os países emergentes atribuem aos subsídios agrícolas concedidos pelos países industrializados a maior parte da culpa pela atual crise alimentar, que, segundo afirmam, significa uma ameaça para seu desenvolvimento.

Na declaração conjunta emitida um dia antes de se reunir com os líderes do G8, o Grupo dos Cinco (G5, formado por Brasil, México, Índia, China e África do Sul) advertiu que "é imperativo criar um ambiente propício ao comércio relacionado à produção agrícola, estabelecendo um regime de comércio internacional para produtos agrícolas".

No entanto, um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores japonês disse que os dois grupos continuam divididos sobre como enfocar dentro da OMC as negociações da Rodada de Doha, mas decidiram cooperar para resolver a crise alimentícia.

A alta dos preços dos alimentos fez subir a inflação nos países em desenvolvimento, como a Índia, onde a taxa chegou ao nível mais alto dos últimos 14 anos. EFE mfr/an

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG