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Lula acha que diferenças na Unasul são mais de modo do que de conteúdo

La Paz, 21 ago (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera que as diferenças na União de Nações Sul-americanas (Unasul) são mais de modo do que de conteúdo, diz em entrevista publicada hoje pelo jornal boliviano La Razón.

EFE |

"Nossos objetivos fundamentais são compatíveis e, ao mesmo tempo, convergentes", na opinião de Lula, que, no entanto, acredita necessário encontrar no bloco "respostas conjuntas e coordenadas aos desafios de segurança da região, começando pelo combate ao narcotráfico e ao crime organizado".

"Se reagíssemos assim, teremos melhores condições de superar as antigas rivalidades e diferenças que ainda hoje dificultam nosso diálogo e a construção de soluções conjuntas", disse.

Com esse objetivo, segundo o presidente, os líderes da Unasul se reunirão em 28 de agosto, em Bariloche (Argentina), para "discutir todos os assuntos pendentes e começar a propor respostas coletivas" para os problemas comuns, incluindo os que ainda não têm consenso.

Na recente cúpula da Unasul, realizada em Quito em 10 de agosto, foi proposta a realização de um novo encontro extraordinário de presidentes, para discutir a ampliação do acordo entre Estados Unidos e Colômbia sobre o uso de bases militares neste último país pelos americanos.

Na cúpula de Quito, não foi incluída nenhuma referência a este assunto na declaração final, contra a postura de países como a Bolívia ou a Venezuela, cujo presidente, Hugo Chávez, advertiu que a presença dos EUA em bases colombianas é uma ameaça, inclusive bélica, para a região.

Perguntado sobre as possibilidades da América do Sul para melhorar seu perfil no mapa econômico mundial, o presidente acredita que a modernização e uma maior competitividade dos centros produtivos são "a solução", "e a integração é o instrumento", acrescentou.

Segundo Lula, para isso, é necessário "um espaço econômico unificado, capaz de superar a fragmentação de mercados e da infraestrutura regional".

Lula visitará a Bolívia amanhã, onde se reunirá com o chefe de Estado boliviano, Evo Morales, para repassar a agenda bilateral com especial atenção a assuntos como os contratos do gás, as relações comerciais, a luta contra o narcotráfico, as infraestruturas, e a cooperação tecnológica e científica.

Em sua entrevista ao "La Razón", Lula explica que seu Governo e o de Morales estão trabalhando para aumentar o comércio, melhorar a integração física e energética, e intensificar de forma conjunta a luta contra o narcotráfico, entre outros desafios.

"O Brasil e a Bolívia, pelo muito que compartilham, sempre deverão caminhar juntos", afirmou Lula. EFE sam/an

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