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Lula abre cúpula pedindo A. Latina como protagonista no mundo

Costa do Sauípe (Bahia), 16 dez (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje um maior destaque da América Latina e do Caribe na comunidade internacional, ao inaugurar uma cúpula que reúne 33 países da região. Queremos ser protagonistas e não meros espectadores nos teatros em que se decidem as perspectivas de bem-estar e prosperidade para nossos povos, afirmou Lula, na abertura da 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, em Costa do Sauípe, na Bahia. Aos chefes de Estado e de Governo participantes, Lula ressaltou: Só superaremos os desafios da integração e do desenvolvimento se assumirmos nossa vocação latino-americana e caribenha. O presidente referiu-se concretamente à crise internacional e reiterou que os países da região não são os culpados pelos problemas que, nos últimos meses, afetaram os mercados financeiros e que se estenderam à economia real no mundo todo. Em meio a uma crise internacional sem precedentes, nossos países não são parte do problema, podem e devem ser parte da solução, destacou. Nossos países deram, nos últimos anos, passos importantes em direção ao crescimento sustentável e à estabilidade econômica. É inadmissível que nossas legítimas expectativas sejam agora frustradas, disse Lula sobre a crise mundial.

EFE |

Da mesma forma, reiterou as exigências de maior transparência nos organismos que regulam o sistema financeiro mundial e defendeu que não sejam levantadas barreiras protecionistas que prejudiquem o comércio mundial.

Lula definiu o momento atual como "extraordinário" para o debate e lembrou que "é a primeira vez em dois séculos (de independência) que a região une suas forças".

Antes, "olhávamos para longe na busca de soluções que muitas vezes estavam ao alcance das mãos", ressaltou.

Ao falar da cúpula inaugurada hoje, o líder destacou que a região tem muitos desafios, entre os quais mencionou, além da crise financeira, a energética, alimentar e ambiental.

"A incerteza que o mundo vive faz mais urgente a conjugação de esforços", expressou o presidente, que acredita que os diferentes mecanismos de integração existentes na região e que a cúpula aspira a coordenar "oferecem um sólido ponto de partida".

Por sua vez, o chefe do Estado hondurenho, Manuel Zelaya, que discursou após Lula, lembrou da necessidade de democratizar o Conselho de Segurança da ONU e o sistema monetário mundial, com o objetivo de erradicar o "fundamentalismo mercantil" das sociedades atuais.

Ao ressaltar a importância histórica da cúpula da América Latina e do Caribe, disse ser favorável a que as relações internacionais se baseiem no respeito e que o Estado recupere o papel fundamental de "velar" pela sociedade. EFE joc/rr/db

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