Lugo vai rejeitar juíza em processo de paternidade

Assunção, 27 mai (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, não vai aceitar a juíza responsável pelo processo de reconhecimento de paternidade, aberto por uma mulher que assegura ter um filho com o ex-bispo, informou hoje o advogado do chefe de Estado, Marcos Fariña.

EFE |

O advogado expressou desacordo com a citação da juíza da Infância e da Adolescência de Ciudad del Este, Delsy Cardozo, para uma "absolvição de posições", fixada para 1º de junho, dia em que Lugo começará uma viagem por El Salvador, Honduras e Cuba.

A audiência de interrogatório das partes "não corresponde em absoluto, porque aqui o teste principal e determinante é única e exclusivamente o de DNA", afirmou o advogado à rádio "Ñandutí", de Assunção.

"Tínhamos dito que assumiríamos todas as despesas, com as despesas a nosso cargo. No entanto, essa magistrada põe data para uma absolvição de posições e não põe data para a prova principal, que é a mais importante", assegurou o representante legal de Lugo.

A juíza disse que a não aceitação é uma ferramenta disponível e explicou que em um processo de paternidade, "são aceitas todas as provas que possam ser competentes para que a Justiça chegue à verdade".

A magistrada é responsável no processo promovido por Benigna Leguizamón, de 27 anos, uma das três mulheres que envolveram o presidente em um escândalo ao assegurar que tiveram filhos com ele.

Leguizamón afirma que o segundo de seus quatro filhos, de seis anos e concebido em Choré, no departamento (estado) de São Pedro, a região mais pobre do país e onde o agora chefe de Estado foi bispo por pouco mais de uma década, é fruto de uma relação com Lugo.

A mulher, que se dedica à fabricação caseira de detergente perante a incapacidade por doença de seu atual companheiro, teve que apelar à solidariedade da população de Ciudad del Este, onde mora, para conseguir o dinheiro necessário para um teste de DNA.

Leguizamón levou a história à Justiça perante o temor de supostas manipulações, depois que o advogado de Lugo ofereceu obstruir o caso no âmbito privado.

Seu caso se juntou ao reconhecimento realizado em 13 de abril último por Lugo do filho que teve com Viviana Carrillo, cinco meses depois de o agora presidente ter renunciado ao estado clerical para entrar na cena política.

Além disso, uma terceira mulher, Hortênsia Morán Amarilla, de 39 anos, disse que concebeu outro filho do chefe de Estado, Juan Pablo, de um ano, embora já tenha dito que não pretende abrir nenhum processo. EFE lb/rr

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