Lugo vai para região onde camponeses ameaçam terras de brasileiros

Assunção, 17 mai (EFE) - O presidente eleito do Paraguai, o ex-bispo Fernando Lugo, viajou hoje para o departamento de San Pedro, no centro do país, onde são registradas ocupações e ameaças de grupos de sem-terra a plantadores de soja brasileiros.

EFE |

Lugo foi para a região poucas horas depois de chegar da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, em inglês), que foi realizada na sexta-feira em Lima, disseram à Agência Efe fontes ligadas ao futuro líder.

Fontes indicam que Lugo pode entrar em contato com as partes em conflito ou ir para a região onde grupos de camponeses se mantêm mobilizados para ocupar propriedades de criação de gado ou fazendas controladas pelos produtores brasileiros.

A tensão cresceu nas últimas horas nessa região, depois que um grupo de camponeses ateou fogo à bandeira do Brasil durante um ato realizado pelo Dia da Independência, em 15 de maio, em Curupaiti, 350 quilômetros ao norte de Assunção.

Em Lima, Lugo qualificou como "um gesto de descortesia" o ato e disse que o Brasil "é um país solidário com o Paraguai" e assegurou que "é preciso diferenciar o que é o povo e o símbolo que representa", em declarações à imprensa paraguaia na capital peruana.

Na sexta-feira, membros da Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Camponesas (MCNOC) invadiram um sítio agrícola em Tapiracuái Loma, no distrito de Capiibary, arrendado pelo brasileiro Gabriel Camilo Frassão.

Um líder rural da região, Elvio Benítez, da Coordinadora Productores Agrícolas San Pedro Norte e que liderou a queima da bandeira brasileira, afirmou que os colonos do Brasil, além de "envenenar a população", traficam madeira das florestas. EFE lb/db

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