Lugo se livra de última ação de reconhecimento de paternidade

A paraguaia Damiana Morán desistiu, nesta terça-feira, da ação judicial de reconhecimento de paternidade contra o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Damiana foi uma das três mulheres que, no ano passado, acusaram o líder paraguaio e ex-bispo católico de ser pai de seus filhos.

BBC Brasil |

Morán era única que ainda mantinha o processo contra Lugo. A decisão de Damiana foi confirmada pelo juiz da Criança e da Adolescência, Osvaldo Cáceres, aos jornais ABC Color e Última Hora, e à rádio Primeiro de Março. De acordo com o juiz, Damiana se apresentou à Justiça e alegou "motivos pessoais" para retirar a acusação.

Em dezembro, o presidente aceitou se submeter a um exame de DNA no processo de paternidade movido por ela, como confirmou, na ocasião, o advogado particular de Lugo, Marcos Farina. Damiana queria provar que o presidente seria o pai do seu filho Juan Pablo, então com dois anos e meio.

Na época, o advogado de Damiana, Rodrigo Aguillar, disse que ela teria recebido "com muita alegria" a notícia de que Lugo faria o exame de DNA.

Também em dezembro, a paraguaia Benigna Leguizamón desistiu da ação judicial que movia contra o líder paraguaio para que ele reconhecesse a paternidade do menino Lucas Fernando, de 6 anos. Ela alegou "problemas de saúde" ao desistir do processo.

Em abril passado, pouco antes da Semana Santa, Lugo reconheceu ser pai de Guillermo Armindo, de dois anos, cuja mãe é a paraguaia Viviana Carrillo. Antes do reconhecimento público do presidente, ela disse à imprensa local que a relação começou quando ela tinha 16 anos e ele, então bispo, 47.

Pouco depois, surgiram os casos de Benigna Leguizamón e Damiana Morán, que geraram polêmica no país e duras críticas da oposição ao ex-bispo.

Ainda no final de abril, o presidente pediu "perdão" aos paraguaios por seus "erros pessoais".

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