Lugo rejeita juíza em processo de paternidade

Assunção, 29 mai (EFE).- O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, rejeitou hoje a juíza responsável pelo processo de reconhecimento de paternidade aberto por uma mulher que garante ter tido um filho com ele quando ainda era bispo, anunciou o advogado do chefe de Estado, Marcos Fariña.

EFE |

O advogado disse a jornalistas que um tribunal de apelações decidirá sobre o caso após rejeitar a escolha da juíza da Infância e da Adolescência de Ciudad del Este, Delsy Cardozo, por suposta parcialidade, ao ter emitido juízos de valor no processo.

O advogado também questionou a citação da juíza da Infância e da Adolescência de Ciudad del Este, Delsy Cardozo, para uma "absolvição de posições", fixada para 1º de junho, dia em que Lugo começará uma viagem por El Salvador, Honduras e Cuba.

Para Fariña, essa audiência "é obsoleta; aqui, o teste determinante é o de DNA".

A magistrada é responsável no processo promovido por Benigna Leguizamón, de 27 anos, uma das três mulheres que envolveram o presidente em um escândalo ao assegurar que tiveram filhos com ele.

Leguizamón afirma que o segundo de seus quatro filhos, de seis anos e concebido em Choré, no departamento (estado) de San Pedro, a região mais pobre do país e onde o agora chefe de Estado foi bispo por pouco mais de uma década, é fruto de uma relação com Lugo.

A mulher, que tem poucos recursos financeiros, teve que apelar à solidariedade da população de Ciudad del Este, onde mora, para conseguir o dinheiro necessário para um teste de DNA.

Leguizamón levou a história à Justiça perante o temor de supostas manipulações, depois que o advogado de Lugo ofereceu obstruir o caso no âmbito privado.

Seu caso se juntou ao reconhecimento realizado em 13 de abril último por Lugo do filho que teve com Viviana Carrillo, cinco meses depois de o agora presidente ter renunciado ao estado clerical para entrar na cena política.

Além disso, uma terceira mulher, Hortênsia Morán Amarilla, de 39 anos, disse que concebeu outro filho do chefe de Estado, Juan Pablo, de um ano, embora já tenha dito que não pretende abrir nenhum processo. EFE lb/bba

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